quarta-feira, 2 de setembro de 2015
São Paulo é a cidade com mais problemas mentais no mundo
sexta-feira, 31 de julho de 2015
TRANSTORNOS ALIMENTARES

Os distúrbios alimentares figuram entre as patologias psiquiátricas que vêm apresentando maior crescimento em termos de incidência na população. Quem já se aproximou desse universo talvez tenha constatado a sua gravidade, em termos dos prejuízos físicos, psíquicos, afetivos e sociais. Não é apenas o corpo que se torna anoréxico. Todo o psiquismo adoece no sentido da perda de vitalidade, de apetite e do prazer. Sobre esse complexo tema, vale conferir a entrevista com a psicanalista Marina Ramalho Miranda*, que vem se dedicando ao estudo do tema.
Embora os transtornos alimentares, entre eles, as anorexias e as bulimias, sejam novas vestes para antigas patologias, não há quem não perceba esse aumento da sintomatologia em nossos dias.
Tanto na literatura sobre o tema, quanto em minha experiência, existe uma concordância de que uma multiplicidade de fatores combinados é responsável pelo surgimento dos transtornos alimentares e penso que quando pesquisamos sobre o aumento na incidência deles em nossos consultórios, hospitais e serviços de saúde mental, temos que considerá-los em conjunto.
Pensemos juntos, em que tempos vivemos, atendo-nos nesse início de conversa a essa dimensão.
Como um dos temas prediletos da atualidade, o corpo reina absoluto quando se conjectura sobre o tão falado trinômio juventude-beleza-saúde, pondo em risco a dimensão da mente, ou seja, corpo e mente que deveriam estar juntos e em fluente integração começam a ficar destacados um do outro, e o corpo (e seus correlatos, como a sua nutrição, aspecto, vestimentas, etc.), gradativamente assume uma posição-alvo de exigências de perfeição e controle, sem que as pessoas se dêem muito conta dessa dinâmica de hipervalorização .
“Diferentemente de nossas avós, não nos preocupamos mais em salvar nossas almas, mas em salvar nossos corpos da desgraça da rejeição social. Nosso tormento não é o fogo do inferno, mas a balança e o espelho.”
Constato, a partir de meus estudos teórico-clínicos e das inúmeras pesquisas que encontramos na Universidade e na SBPSP, e especialmente, a partir da experiência clínica de atendimento à(o)s pacientes e sua família, que o tratamento psicanalítico dos transtornos alimentares não só é indicado, mas completamente imprescindível. Sustento a ideia de que a presença do psicanalista integrando a equipe multidisciplinar de atendimento abre frestas no mundo hermético dos transtornos alimentares, favorecendo a revisitação e o exercício da linguagem falada, reaproximando essas mentes sofridas e danificadas pela força de defesas destrutivas que as isolam e enclausuram, reconduzindo-as ao mundo da interação fértil. A viva troca nutritiva que a presença e a linguagem instauram conduz ao reino do pensamento simbólico, ao reino do sonhado e do imaginado, tão inibidos no universo dos transtornos alimentares.
Um dos sintomas mais difíceis nos TA’s são as distorções da auto-imagem corporal. Sendo um método verbal, o tratamento analítico tem como chegar nesse tipo de sintoma?
Na resposta à primeira pergunta, aponto a inter-relação de múltiplos fatores agindo conjuntamente para a eclosão de um transtorno alimentar. Não dá para dizer que um deles é mais desencadeante do que o outro. Daí a importância do atendimento em equipe, que tenta mergulhar e dar um espaço especial a cada dimensão e consequências dos transtornos: a medicina, com ênfase na psiquiatria, muitas vezes a endocrinologia, a ginecologia e a cardiologia , a nutrição com sua nuclear contribuição, a orientação familiar, o educador físico auxilia bastante quanto à regulação dos exercícios físicos, que, unidos junto ao profissional psi vão formar uma espécie de família-prótese e comporão um modelo de união de esforços em contraposição a atitudes de patrimônio do atendimento.
Até os manuais médicos de diagnóstico tem para as anorexias e bulimias um lugar especial e onde elas existem por si dentro do índice geral dos transtornos da alimentação.
Sintomas de alto sofrimento para quem deles se aproxima, mas que se forem acolhidos por companhias com um bom apetite para o trabalho, culminarão em nutrição saudável para todos.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
PERDAS E LUTOS QUE ENFRENTAMOS AO LONGO DA VIDA

Fonte:http://psicanaliseblog.com.br/2015/03/02/perdas-e-lutos-que-enfrentamos-ao-longo-da-vida/
Por Sylvia Pupo*
“Volta por cima” samba de de Noite Ilustrada
terça-feira, 7 de maio de 2013
Dislexia.
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Dislexia (do grego Δυσλεξία, δυσ ["difícil"] e λέξις ["palavra"]) caracteriza-se por uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração. A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização, sendo comum provocar uma defasagem inicial de aprendizado.
A dislexia é mais frequentemente caracterizada por dificuldade na aprendizagem da decodificação das palavras. Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra (o princípio do alfabeto); também costumam trocar letras, por exemplo, b com d, ou mesmo escrevê-las na ordem inversa, por exemplo, "ovóv" para vovó. A dislexia, contudo, é um problema visual, envolvendo o processamento da escrita no cérebro, sendo comum também confundir a direita com a esquerda no sentido espacial. Esses sintomas podem coexistir ou mesmo confundir-se com características de vários outros factores de dificuldade de aprendizagem, tais como o déficit de atenção/hiperatividade, dispraxia, discalculia, e/ou disgrafia. Contudo a dislexia e as desordens do déficit de atenção e hiperatividade não estão correlacionados com problemas de desenvolvimento.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dislexia
quarta-feira, 6 de março de 2013
Dislexia
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Distúrbios do sono.
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domingo, 18 de setembro de 2011
Distúrbio- Dormir para quê?
Texto retirado da revista Psique nº 68-2011. Clique aqui para ler a reportagem inteira!
Por Andreia Calçada e Fausto Ito
De fato, o sono representa uma necessidade fisiológica, e não um luxo, para qualquer pessoa que deseja viver com saúde, ser bem-sucedida e longeva. O sono desempenha um papel insubstituível na recuperação e preparo do corpo, do cérebro e da mente para garantir o estado de alerta e a produtividade no dia seguinte.
A máxima que ainda pode imperar nas mentes de algumas pessoas de que dormir cedo e acordar cedo torna o homem mais eficiente, rico, sábio e saudável, está completamente ultrapassada. Hoje, podemos afirmar categoricamente que o correto é dormir e acordar sempre no mesmo horário, desde que a quantidade e, principalmente, a qualidade das horas dormidas satisfaçam realmente a necessidade de sono de cada pessoa. Não importa quando vamos dormir e, sim, se este sono tem uma extensão reparadora.
Quando o sono é interrompido por diversas vezes por algum distúrbio durante a noite, ele não nos satisfaz e essa irregularidade afeta nosso metabolismo e ritmo biológico. Como consequência disso estão a fadiga persistente, sensação de sonolência excessiva e problemas de saúde geral.
Para melhorar a qualidade do sono A privação ou o sono fragmentado podem provocar diversos males à saúde, especialmente em homens acima do peso e mulheres após a menopausa De acordo com o último levantamento sobre sono realizado pela National Sleep Foundation (NSF), este ano, devemos fazer do próprio quarto o melhor lugar possível para passarmos a noite. Aspectos como limpeza e conforto são fundamentais para garantir o sono com extensão reparadora. Colchões e travesseiros adequados são importantes para iniciar o sono, assim como a sensação confortável de lençóis e roupas de cama limpos são igualmente recomendáveis. Temperatura agradável, ambiente livre de ácaros, silencioso e limpo desempenham um papel importante na qualidade do sono, assim como estabelecer um ritual relaxante antes de se deitar, como meditar, praticar ioga, escurecer o ambiente para torná-lo mais aconchegante e facilitar a produção da melatonina. Para termos bons hábitos de sono devemos deixar as tecnologias distante da cama: TV, celular, videogames e internet devem ser evitados ou desligados pelo menos uma hora antes de dormir. Essas mudanças de atitude fazem grande diferença para quem quer melhorar a qualidade do sono, acordar revigorado e bem disposto no dia seguinte. |
Os estados de sono e vigília são regulados pela atividade cerebral e comportamental, e são dependentes do equilíbrio mental e psicológico. Fatores circadianos (que envolvem o período de 24 horas) influenciam no seu ritmo. Os humanos apresentam um conjunto de ritmos circadianos, como ajuste de temperatura corporal, síntese de hormônios e alternância entre sono e vigília. Qualquer modificação no controle rítmico dessas variáveis fisiológicas promove um desajuste, podendo ocasionar efeitos adversos, como condições patológicas e envelhecimento celular. A privação ou o sono fragmentado podem provocar diversos males à saúde, especialmente em homens acima do peso e mulheres após a menopausa. Fatores como obesidade, sedentarismo e bebidas alcoólicas contribuem para minar a qualidade do sono e, consequentemente, de vida.
A privação ou o sono fragmentado podem provocar diversos males à saúde, especialmente em homens acima do peso e mulheres após a menopausa
Qualidade do sono
A obesidade aumenta o risco de a pessoa desenvolver doenças metabólicas, tais como os distúrbios respiratórios do sono |
Ficar acordado por mais de 16 horas contínuas provoca uma diminuição drástica da atividade cerebral, levando a uma inevitável sonolência. Quando adultos saudáveis dormem menos que 5 horas por noite, o desempenho cognitivo reduz exponencialmente. Estudos comprovaram que menos de cinco horas de sono ao longo de uma semana já são suficientes para reduzir em até 50% a capacidade de dilatação dos vasos sanguíneos, provocando hipertensão e alteração dos impulsos elétricos que regulam os batimentos cardíacos, dando origem às arritmias. Esses problemas ocorrem devido ao estresse gerado pela quantidade de sono insuficiente que faz aumentar a produção dos hormônios cortisol, adrenalina e noradrenalina, os quais são vasoconstritores. Essas alterações metabólicas que ocorrem devido à falta de sono também podem provocar obesidade, porque diminuem a produção da leptina (hormônio da saciedade) e aumentam a da grelina, que estimula o apetite, sobretudo por alimentos calóricos, como doces e frituras.
A obesidade por si só é um dos maiores problemas de saúde pública da sociedade moderna e, principalmente, para quem sofre com os distúrbios respiratórios do sono. Em obesos com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 35 kg/m2, a incidência de apneia do sono chega a ser de 12 a 30 vezes maior quando comparada com pacientes com peso normal. Essas condições aumentam significativamente o risco de a pessoa desenvolver doenças metabólicas tais como diabetes tipo 2, dislipidemia, hipertensão, além de facilitar o desenvolvimento de doenças cardiocirculatórias como aterosclerose (depósito de gordura nas artérias), derrames (AVC) e enfarte do miocárdio.
• Sono e depressão • |



