sexta-feira, 2 de outubro de 2015
O que é ego, id e superego?
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Sonhos.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Parte 2- Continuação do artigo de ontem: Perversões ou Perversão por Geraldino Alves Ferreira Netto

Continuação do artigo de ontem..
Perversões ou Perversão
Geraldino Alves Ferreira Netto
Em Freud, sobretudo no início, a teoria da perversão e da homossexualidade ressente-se da mesma ambiguidade que caracterizou sua visão sobre a sexualidade feminina. Por um lado, ele rejeita qualquer ideia de tara ou degeneração na perversão, quando aplica a todas as pessoas, especialmente na infância, a "disposição perversa polimorfa". Por outro lado, conserva a ideia de norma e desvio na sexualidade, que só aos poucos vai se arejando.
A partir de 1905, aquele mesmo Freud que era admirado e cumprimentado nas ruas de Viena, por causa de suas teorias sobre a interpretação dos sonhos, passa a ser malvisto, após a publicação de seus ‘escandalosos’ ensaios sobre a teoria da sexualidade, especialmente a infantil, teoria essa que foi um dos lampejos mais profundos, fecundos e clarividentes que já se produziram a respeito dessa singela criatura chamada criança. Reutilizando o plural ‘perversões’, o mestre distingue dois tipos: as perversões de objeto e as perversões de objetivo.
O objeto da sexualidade pode ser:
O humano (incesto, homossexualidade, pedofilia, autoerotismo);
O não-humano (fetichismo, zoofilia, transvestismo).
Com relação ao objetivo da sexualidade, há três tipos de prazer:
O visual (exibicionismo, voyeurismo);
O de sofrer ou fazer sofrer (sadismo, masoquismo);
A superestimação exclusiva de uma zona erógena, como a boca (felação) ou o aparelho genital.
Nenhuma dessas práticas sexuais é intrinsecamente perversa. Desde que produza prazer, o ato é simplesmente uma forma a mais dentro do polimorfo. A designação de perversão é extrínseca ao ato em si, e é definida pela exclusão de outras práticas prazerosas. O ato seria então perverso não pelo que se faz, mas pelo que se deixa de fazer. E foi justamente neste ponto que Freud levantou a dúvida cruel, assinalada em nota de rodapé, se a heterossexualidade, quando praticada com exclusividade, não seria também classificável como perversão.
De 1915 em diante, com a metapsicologia e, depois, com a segunda tópica, Freud dá o passo decisivo das perversões para a perversão como paradigma da organização do ego, baseado no conceito de clivagem.
De 1923 a 1927, Freud busca desesperadamente um mecanismo que dê conta da psicose e da perversão. Nos textos sobre "A organização genital infantil", de 1923, "A perda da realidade na neurose e na psicose", de 1924, "A negação", de 1925, "Inibições, sintomas e angústia", de 1926, e "Fetichismo", de 1927, introduz o conceito de Verleugnung, ou desmentido, mostrando que as crianças negam a realidade da falta de pênis na menina. Neste momento, este mecanismo de defesa caracteriza a psicose, pela negação da realidade, enquanto que, na neurose, há o recalque das exigências do id.
Entretanto, para chegar à Verleugnung, foi necessário um longo percurso. Em 1927, Freud entra em contato com o francês René Laforgue, o qual já havia citado em alguns dos textos acima, e com quem discute sobre o conceito de escotomização, surgido de um outro conceito utilizado de 1895 a 1917, que era a alucinação negativa.
Texto retirado do site: http://www.psicanaliseemcurso.com.brsegunda-feira, 15 de agosto de 2011
Psicose. Por Andréia Miglioranza Marin.


Psicose é uma estrutura psíquica que se divide em três formas conforme aponta a literatura psicanalítica: esquizofrenia, paranóia e mania-melancolia. A psicose é resultante de um conflito entre o Ego (Eu) e o mundo externo, onde o Id predomina impondo ao Ego seus desejos.
Há uma confusão mental onde o mundo externo não é percebido ou novas percepções são rejeitadas e há um esvaziamento do mundo interno, que é uma cópia do mundo externo, que acaba por perder suas significações. Com isso o Ego acaba por criar um novo mundo interno e externo, esse novo mundo é desenvolvido conforme os desejos da instância psíquica denominada Id, ou seja, o Eu é posto a serviço do Id. Essa ruptura com o mundo externo se sucede por conta de uma frustração onde a realidade se opõe a um desejo infantil de forma dura.
Na psicose há a perda da realidade, há o repudio por ela, por isso tenta substituí-la. Por conta dessa negação da realidade cria-se uma nova realidade, por meio de delírios e alucinações como forma de compensar essa realidade que foi perdida. É importante se fazer entender que o psicótico não perde total contato com a realidade, há momentos em que ele estabelece algum contato com ela.
Por Andréia Miglioranza Marin
sábado, 13 de agosto de 2011
Instâncias psíquicas (Id, Ego e Superego) Por Andréia Miglioranza Marin
O Id é a parte inconsciente, que funciona como um reservatório, uma fonte das pulsões, é onde estão localizados nossos desejos, no Id não há moral nem censura.
O Ego é uma instância onde há partes conscientes e inconscientes, ele tem a função de controlar e conciliar o Id e o Superego. O ego é formado a partir do Id com o contato com o mundo externo, ele tem que se adequar aos desejos do Id e as proibições do Superego à realidade.
O Superego é conhecido como o herdeiro do Complexo de Édipo, pois é nessa fase que a pessoa começa a criar seus valores, exemplo: “eu não posso namorar com a minha mãe”, a partir desse período a criança aprende que há coisas que ela pode e não pode fazer. O superego é formado a partir das relações que se têm com o mundo externo (pais, família, etc) e também com o que passa de maneira inconsciente (o Superego dos pais). O superego é a moral, a censura.
Por Andréia Miglioranza Marin.
terça-feira, 28 de junho de 2011
CAMISA FREUD- ID EGO SUPEREGO.

Sinceramente é uma camiseta que vale a pena, custa R$33,90 e há nas cores: branca, preta e vermelha e nos tamanhos: P, M, G e GG. Esta no site Coisas da vida. Descrição do produto no site:
"Camisa em homenagem a Sigmund Freud, fazendo uma brincadeira com a sua teoria sobre o modelo triádico do aparelho psíquico: o ID é o princípio do prazer, o EGO é o princípio da realidade e o SUPEREGO representa a moral."
terça-feira, 14 de junho de 2011
O Ego e os Mecanismos de Defesa

Texto retirado do site do Dr. Leon, porém o adaptei.
TEORIA DOS MECANISMOS DE DEFESA CONTRA AS PULSÕES.
Na relação entre o ID e o ego, este percebe as pulsões como um perigo do qual deve se defender. O ID obedecendo ao princípio do prazer procura a satisfação imediata no alívio da tensão instintiva, alívio que é fonte do prazer. O ego, em contato com o mundo externo obedece ao princípio da realidade e é capaz de retardar a satisfação e o prazer.
Nessa luta contra as pulsões, o ego procura sempre um termo de negociação com os afetos. “Amor, nostalgia, ciúme, mortificação, dor e pesar acompanham os desejos sexuais, ódio, cólera e furor nos impulsos de agressão; se quisermos que as exigências pulsionais a que estão associados sejam evitadas, esses afetos devem submeter-se a todas as várias medidas a que o ego recorre, em seus esforços para dominá-las, isto é, devem sofrer metamorfoses”.
Os mecanismos de defesa apresentam um grande interesse para a análise. Onde seja que eles apareçam, eles indicam uma ação do ego e temos assim possibilidade de estudá-lo. Sem a intervenção do ego, todas as pulsões teriam gratificação.
Os trabalhos teóricos de psicanálise descrevem os métodos seguintes de defesa do ego:
· Sublimação
· Negação
· Projeção
· Intromissão
· Repressão
· Formação Reativa
· Anulação
· Isolamento
· Regressão
segunda-feira, 13 de junho de 2011
MECANISMO DE DEFESA E ANSIEDADE DO SUPEREGO NAS NEUROSES DE ADULTOS.

TEXTO RETIDADO DO SITE DO PSICANALISTA DR. LEON
MECANISMO DE DEFESA E ANSIEDADE DO SUPEREGO NAS NEUROSES DE ADULTOS.
Nas neuroses de adultos a ordem de considerar perigoso o impulso instintivo vem do superego que proíbe sua satisfação. O motivo que instiga à defesa não parte do ego. O ego teme de ter problemas com o superego e reprime o impulso e cria o conflito neurótico. É este conflito neurótico que poderá criar uma descarga indesejável em momento de enfraquecimento do ego e assim dar origem a sintomas histéricos.
O superego é responsável de todas as neuroses. É ele que cria a ansiedade que provocará a neurose. É ele que impede ao ego uma negociação pacífica com o ID e o entendimento com os instintos. É o superego que exige um mínimo de renuncia sexual declarando o sexo perigoso. É também o superego que proíbe a agressão como sendo anti-social ou incompatível com a saúde mental. O ego é o executor dos desejos do superego e assim se torna hostil aos instintos.
Sendo o superego o responsável das neuroses do adulto, a educação da criança deve evitar a criação de um superego todo poderoso. A criança deve encontrar saída para sua agressividade para o mundo exterior e evitar dirigi-la totalmente para dentro o que acabaria formando uma personalidade cruel. A educação deve mostrar as fraquezas dos pais e alguma tolerância ante os instintos.
1.2 MECANISMOS DE DEFESA E ANSIEDADE OBJETIVA NA NEUROSE INFANTIL.
Na criança, o superego não é um fator indispensável de formação de neurose. O superego aparece mais tarde. O ego infantil teme os instintos porque teme o mundo exterior, teme o castigo dos pais. Assim sua defesa é motivada pela ansiedade objetiva.
A ansiedade objetiva faz que o ego infantil desenvolva fobias, neuroses obsessivas, sintomas histéricos como no adulto acontece com a ansiedade do superego. Assim no adulto como na criança é a ansiedade que desencadeia a defesa e o processo neurótico.
A diminuição do medo do castigo na criança poderia realizar uma educação com menos ansiedade objetiva, mais tolerância ante os instintos e, portanto removendo uma grande parte da neurose infantil.
1.3 MECANISMOS DE DEFESA E ANSIEDADE INSTINTIVA.
Mas mesmo se o ego da criança não temesse o castigo e, portanto estivesse livre da ansiedade objetivo, mesmo se o ego do adulto não sofresse o domínio do superego e ficasse livre da sua ansiedade, se as exigências dos impulsos instintivos se tornam excessivos a hostilidade do ego se intensifica até atingir a ansiedade e a criação de mecanismos de defesa contra os instintos.
Otto Fenichel (2) fala de nojo e vergonha como motivo de defesa. Trata-se de defesa contra ansiedade instintiva.
“O precursor do nojo é uma síndrome arcaica de defesa fisiológica, a qual se produz automaticamente assim que alguma coisa repulsiva alcança o trato digestivo. O primeiro juízo negativo que o pré-ego do bebê faz é:” Isto não é comestível “, o que significa” Devo cuspir isto ““.
“O ego reforçado aprende a usar este reflexo para os seus fins e transforma-o em defesa; primeiro em expressão de negação em geral; depois, em defesa contra certos impulsos sexuais, particularmente orais e anais; o que por sua vez é sinal” Se não desistires desta exigência, terás de cuspir e vomitar ““.
“Há” ataques de nojo “neuróticos que correspondem ao” pânico “da angústia; ataques nos quais o ego, devido a bloqueios anteriores, fica completamente esmagado pelo afeto que se pretendia destinado a fins defensivos”.
“A” vergonha “como motivo de defesa dirige-se, principalmente, contra o exibicionismo e o escoptofilia... como reflexo fisiológico primitivo. A vergonha também se relaciona em muitos aspectos com o sentimento de culpa:” vergonha de si mesmo “. (2)”.
A ansiedade instintiva, a ansiedade objetiva, a ansiedade do superego têm todas o mesmo efeito em relação à instalação dos mecanismos de defesa, a instalação do conflito neurótico e a aparição do processo neurótico.

