sexta-feira, 2 de outubro de 2015
O que é ego, id e superego?
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Narcisos Digitais
MARIANA MATUTINO
Saiba como escrever na obvious.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Motivações de crimes paranoicos podem ocorrer por coisas fúteis; obra analisa impulsos
| Divulgação |
| Obra trata da leitura de Freud feita por Lacan e os novos conceitos |
O livro "Psicanálise Lacaniana", (Iluminuras) de Márcio Peter de Souza Leite, promove uma descoberta aos interessados em entender expressões como "paranoia de autopunição", "Castração", "Nome do Pai", "Estádio do Espelho", "Real, Simbólico e Imaginário", além dos questionadores diálogos lacanianos com as leituras de Kant, James Joyce e Sade.
Análises de casos criminosos feitos por Lacan são transportados e estudados para o livro, a fim de mostrar o percurso inicial que levou Lacan a deixar de lado a psiquiatria e optar pela psicanálise e o retorno a Freud.
Logo no começo da obra, o leitor é apresentado a dois marcantes episódios: a do Caso Aimée e o crime das irmãs Papin.
Escrito inicialmente para apresentar as ideias de Jacques Lacan para uma plateia de analistas kleinianos, os cinco seminários discursados viraram palavras escritas e sustentam a argumentação livre para quem quiser ouvir, ler e viver as experiências do incosciente.
Leia trecho do caso da paranoia de Aimée e do crime das irmãs Papin.
Lacan graduou-se em medicina, especializou-se em psiquiatria e logo depois trabalhou na enfermaria especial de alienados da Chefatura de Polícia, sob a direção de Clérambault, um dos mestres da psiquiatria francesa da época, criador do conceito de "automatismo mental", de muita importância para o pensamento de Lacan.
Na enfermaria onde Lacan trabalhou eram levadas pessoas que haviam cometido algum crime, mas que não poderiam ser responsabilizadas caso apresentassem um distúrbio mental. Foi nesse lugar que Lacan elaborou sua tese de psiquiatria "Da psicose paranóica e suas relações com a personalidade". Nela Lacan relata o fato de alguns pacientes se curarem após cometerem um crime. A partir dessa observação, Lacan propôs um novo diagnóstico, denominado "paranoia de autopunição".
A característica principal da paranoia de autopunição é o efeito de cura que um ato criminoso produz num sujeito que o comete em decorrência de um delírio. Apesar de ter recolhido muitos casos dessa manifestação, Lacan escreveu sua tese fundamentando-se no Caso Aimeé, que se tornou o paradigma da paranoia de autopunição.
Aimeé era uma mulher que pertencia à burguesia, uma funcionária pública fascinada por uma atriz famosa. Ela foi à saída do tetro onde a atriz trabalhava e atacou-a com uma navalha. A atriz teve os tendões das mãos cortados, e Aimeé foi então presa e levada para a clínica de Clérambault.
A conclusão a que Lacan chegou foi que o que estava em jogo naquele caso era uma idealização patológica, a princípio pela irmã, depois pela atriz. Porém, as únicas noções que poderiam explicar a razão da conduta da paciente não estavam na psiquiatria: eram conceitos que só existiam na psicanálise. No caso, o conceito de Superego.
Logo em seguida, em 1933, Lacan publicou dois textos: "O problema do estilo e a concepção psiquiátrica das formas paranoicas da experiência" e "Motivações do crime paranoico: o crime das irmãs Papin", sendo este o relato do caso de duas irmãs, empregadas domésticas em Paris, que em certo dia, por um motivo fútil - a falta de luza em casa - mataram e esquartejaram suas patroas.
Ao publicar esse texto, propondo as razões do crime paranoico, Lacan avançou em relação à sua tese anterior: a concepção de que o outro é o que o criminoso quer ser, então, ele tem de anular o outro para que possa existir - caso contrário, se perde nesse outro. Segundo Lacan, o que provocou o crime foi a realização de fantasias de estripação, fantasias que Lacan chamou de "corpo despedaçado". Assim como Freud descobriu as fantasias neuróticas, Lacan evidenciou as "fantasias paranoicas", porém dirá que todos temos essas fantasias, e o paranoico seria o sujeito que as coloca em prática.
Em 1936, com 35 anos de idade, já como psicanalista, Lacan apresentou no Congresso Marienbad, o texto "O Estádio do Espelho". Na época, o subtítulo desse texto era "Teoria do momento estruturante genético da constituição da realidade conhecida em relação à experiência analítica".
Nele, Lacan produziu uma teoria sobre a conformação da estrutura psíquica do sujeito, e o que ela elabora nele não é mais o motivo do crime paranoico, e sim a constituição da realidade.
Em 1949, ao ser apresentado como nós conhecemos, "O Estádio do Espelho" recebeu o título de "O Estádio do Espelho como formador da função do Eu tal como nos é revelado pela experiência analítica", escrito desde o ponto de vista da observação e da metodologia da psicanálise - e o que se deduz: a constituição do Eu (Je).
Autor: Márcio Peter de Souza Leite
Editora: Iluminuras
Páginas: 272
Quanto: R$ 49
Onde comprar: site da Livraria da Folha
Reportagem da Folha de São Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/787030-motivacoes-de-crimes-paranoicos-podem-ocorrer-por-coisas-futeis-obra-analisa-impulsos.shtml
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Sonhos.
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Psicose. Por Andréia Miglioranza Marin.


Psicose é uma estrutura psíquica que se divide em três formas conforme aponta a literatura psicanalítica: esquizofrenia, paranóia e mania-melancolia. A psicose é resultante de um conflito entre o Ego (Eu) e o mundo externo, onde o Id predomina impondo ao Ego seus desejos.
Há uma confusão mental onde o mundo externo não é percebido ou novas percepções são rejeitadas e há um esvaziamento do mundo interno, que é uma cópia do mundo externo, que acaba por perder suas significações. Com isso o Ego acaba por criar um novo mundo interno e externo, esse novo mundo é desenvolvido conforme os desejos da instância psíquica denominada Id, ou seja, o Eu é posto a serviço do Id. Essa ruptura com o mundo externo se sucede por conta de uma frustração onde a realidade se opõe a um desejo infantil de forma dura.
Na psicose há a perda da realidade, há o repudio por ela, por isso tenta substituí-la. Por conta dessa negação da realidade cria-se uma nova realidade, por meio de delírios e alucinações como forma de compensar essa realidade que foi perdida. É importante se fazer entender que o psicótico não perde total contato com a realidade, há momentos em que ele estabelece algum contato com ela.
Por Andréia Miglioranza Marin
sábado, 13 de agosto de 2011
Instâncias psíquicas (Id, Ego e Superego) Por Andréia Miglioranza Marin
O Id é a parte inconsciente, que funciona como um reservatório, uma fonte das pulsões, é onde estão localizados nossos desejos, no Id não há moral nem censura.
O Ego é uma instância onde há partes conscientes e inconscientes, ele tem a função de controlar e conciliar o Id e o Superego. O ego é formado a partir do Id com o contato com o mundo externo, ele tem que se adequar aos desejos do Id e as proibições do Superego à realidade.
O Superego é conhecido como o herdeiro do Complexo de Édipo, pois é nessa fase que a pessoa começa a criar seus valores, exemplo: “eu não posso namorar com a minha mãe”, a partir desse período a criança aprende que há coisas que ela pode e não pode fazer. O superego é formado a partir das relações que se têm com o mundo externo (pais, família, etc) e também com o que passa de maneira inconsciente (o Superego dos pais). O superego é a moral, a censura.
Por Andréia Miglioranza Marin.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Luto e melancolia

"O trabalho de luto consiste, assim, num desinvestimento de um objeto, ao qual é mais difícil renunciar na medida em que uma parte de si mesmo se vê perdida nele” Mannoni (1995).
De acordo com Freud (1916), o trabalho de luto se realiza, de forma que toda libido é retirada das ligações com objeto amado, a realidade mostra que esse objeto não existe mais. Porém as pessoas nunca abandonam de boa vontade uma posição libidinal, nem mesmo na realidade quando encontra um substituto. Existe um período considerado necessário para a pessoa enlutada passar pela experiência da perda. Esse período não pode ser artificialmente prolongado ou reduzido, uma vez que o luto demanda tempo e energia para ser elaborado. Costuma-se considerar que o primeiro ano é importantíssimo para que a pessoa enlutada possa passar, pela primeira vez, por experiências e datas significativas, sem a pessoa que morreu (Kaplan 1997). Por outro lado, não podemos tomar isto como uma regra fixa, há muitos fatores que entram em cena, quando se trata de avaliar as condições do enlutado, seus recursos para enfrentar a perda e as necessidades que podem se apresentar. Para cada enlutado, sua perda é a pior, a mais difícil, pois cada pessoa é aquela que sabe dimensionar sua dor e seus recursos para enfrentá-la.
Para Freud e Melanie Klein uma das formas da pessoa liberar-se do luto é tendo a prova da realidade. Neste período a pessoa conseguirá se desligar e canalizar a libido para outro objeto.
Segundo Melanie Klein (1981), a dor sentida no lento processo do teste da realidade durante o trabalho penoso de luto parece ser devido, em parte, não somente à necessidade de renovar os vínculos com o mundo externo, mas também sim reexperimentar continuamente a perda, reconstruindo angustiosamente o mundo interno, que se sente estar em perigo de deterioração e colapso.
Entretanto Freud (1916), suspeita de que algumas pessoas, ao passar pela mesma situação de perda, em vez de luto, produzem melancolia, sendo esta uma disposição patológica do individuo. Para justificar essa premissa, o autor fez uma série de comparações entre o luto e a melancolia, tentando mostrar o que ocorre psiquicamente com o sujeito em ambos o caso.
Andréia Miglioranza Marin= Ou seja, a melancolia é o luto patológico.
Freud, o trabalho de luto consiste principalmente no teste da realidade, ou seja, restabelecendo o contato com o mundo real, descobre e redescobre que a pessoa amada não existe mais.
Certas características do indivíduo podem fazer com que o processo de luto se torne patológico, o que para Freud (1916) era a melancolia, similar ao luto, mas de caráter patológico.
Conforme Freud (1916), no luto, há uma perda consciente. Na melancolia, a pessoa sabe quem perdeu, mas não o que perdeu nesse alguém. "A melancolia está de alguma forma relacionada a uma perda objetal retirada da consciência, em contraposição ao luto, no qual nada existe de inconsciente a respeito da perda”.
“Os traços mentais distintivos da melancolia são um desanimo profundamente penoso, a cessação de interesse pelo mundo, a perda da capacidade amar, a inibição de toda e qualquer atividade, e uma diminuição dos sentimentos de auto-estima a ponto de encontrar expressão de recriminação e auto-envelhimento, culminando numa expectativa delirante de punição” Freud (1916). Ainda citando Freud, (1916) o melancólico pode apresentar características de mania. “... o maníaco demonstra claramente sua liberação do objeto que causou seu sofrimento, procurando, como um homem vorazmente faminto, novas catexias objetais”.Ou seja, há uma busca indiscriminada de outros objetos nos quais o indivíduo possa investir.
O que se poderia dizer afinal é que, a pessoa melancólica coloca a si própria como culpada pela perda do objeto amado. Talvez a grande diferença entre o luto e melancolia para Freud é que no luto o mundo torna-se pobre, vazio e inexpressivo e na melancolia é o próprio ego”.Os sentimentos negativos são expressos contra o self, e a pessoa se torna deprimida, em Freud(1916)”O paciente representa seu ego para nós como se fosse desprovido de valor, incapaz de qualquer realização e moralmente desprezível...".
terça-feira, 5 de julho de 2011
Psicossomática e problemas relacionados a pele.

Texto retirado da revista Mente & Cérebro, ed.176, setembro de 2007.
| Delicada superfície |
| Distúrbios psíquicos mobilizam hormônios, interferem no equilíbrio imunológico e desencadeiam perturbações na pele, como acne, dermatite e psoríase |
| por Massimo Barberi |
| O SURGIMENTO DA PSICOSSOMÁTICA |
| O termo “psicossomático” foi criado em 1818 por Johann Christian Heinroth, professor de psiquiatria da Universidade de Lipsia, Alemanha. Ele defendia a necessidade de uma disciplina que se opusesse à visão de saúde predominante na época, segundo a qual todas as doenças têm origem em processos orgânicos. Ao longo do século XIX a psicossomática se desenvolveu como ramo transversal da psicologia para se integrar, posteriormente, ao núcleo em torno do qual surgiu a psicanálise. |
A estreita ligação entre psiquismo e pele não é novidade. Esse “diálogo” foi comprovado por numerosos estudos realizados desde a segunda metade do século XX. Pesquisas recentes identificaram o processo bioquímico que ocorre nessa comunicação. Com base nas descobertas, especialistas buscam compreender a “linguagem” estabelecida entre pele e mente, para poder intervir no movimento de somatização. O interesse nesses fenômenos se justifica: há estimativas de que 30% dos distúrbios dermatológicos derivam de processos psicossomáticos. Nessa projeção estão incluídos alopecia local – perda de cabelos localizada –, psoríase, vitiligo e pruridos.
Até hoje o foco das pesquisas tem sido o psiquismo, com seus distúrbios em grande parte desconhecidos. Essa tendência é confirmada pela expressão “psicossomático” (do grego psico, relativo a mente, e soma, que significa corpo). O dermatologista Torello Lotti, professor da Universidade de Florença, na Itália, acredita, no entanto, em novos paradigmas: “Em vez de psicossomático, hoje se dá preferência ao termo somatopsíquico, exatamente para centralizar o soma”. Interpretações atualizadas desses fenômenos comparam o comportamento do corpo ao de um “cérebro difuso”.
São inúmeros os eventos, patológicos ou não, que têm origem na mente e se manifestam na superfície da pele. Pessoas acometidas, por exemplo, pela alexitimia (incapacidade de nomear as próprias emoções) sofrem das mais variadas patologias cutâneas (ver “Os segredos das emoções”, Mente&Cérebro no 143, dezembro de 2004). Aquilo que não se consegue elaborar no sistema nervoso central parece exprimir-se sobre a cútis. Para Lotti, a pele seria o palco preferido da mente – uma “escolha” feita, provavelmente, no período neonatal. Muitos psicólogos acreditam que a pele tem papel importante na primeira fase da vida, no desenvolvimento da identidade e na constituição do eu (EGO). O contato físico do bebê com a mãe seria o principal estímulo à percepção de uma fronteira entre ele e os outros. Nessa fase a criança começa a estruturar a própria imagem. Pessoas que, desde o nascimento, apresentam deficiências táteis parecem estar mais sujeitas a distúrbios de personalidade.
A interação entre psiquismo e pele, portanto, é dupla: existem patologias psiquiátricas, como esquizofrenia ou depressão, que se manifestam na forma de manchas, irritações, erupções, pruridos e escamações. Na direção oposta, o aparecimento de doenças da pele costuma interferir nos estados de humor, provoca sintomas depressivos e compromete a auto-estima.
terça-feira, 28 de junho de 2011
CAMISA FREUD- ID EGO SUPEREGO.

Sinceramente é uma camiseta que vale a pena, custa R$33,90 e há nas cores: branca, preta e vermelha e nos tamanhos: P, M, G e GG. Esta no site Coisas da vida. Descrição do produto no site:
"Camisa em homenagem a Sigmund Freud, fazendo uma brincadeira com a sua teoria sobre o modelo triádico do aparelho psíquico: o ID é o princípio do prazer, o EGO é o princípio da realidade e o SUPEREGO representa a moral."
quarta-feira, 15 de junho de 2011
MECANISMOS DE DEFESA

Texto retirado do site do Dr. Leon, porém o adaptei.
MECANISMOS DE DEFESA E ANSIEDADE PELA HARMONIA.
O ego adulto necessita de uma espécie de harmonia entre as pulsões e assim surgem conflitos entre tendências opostas como homossexualidade e heterossexualidade, passividade e atividade. Uma das duas tendências opostas será rechaçada e a outra admitida ou poderá chegar a um compromisso entre as duas.
DEFESAS BEM SUCEDIDAS E DEFESAS INEFICAZES.
Existe defesa bem sucedida, aquela que provoca a cessação da pulsão ou afeto rejeitado. Há também defesas ineficazes, aquelas que não atingem o resultado procurado e precisam ser repedidas ou mantidas indefinidamente. A esta categoria pertencem as defesas patogênicas. Isso acontece quando o impulso rechaçado não encontra descarga, permanece no inconsciente e produz estado de tensão com possibilidade de irrupção. Trata-se de conflito neurótico.
terça-feira, 14 de junho de 2011
O Ego e os Mecanismos de Defesa

Texto retirado do site do Dr. Leon, porém o adaptei.
TEORIA DOS MECANISMOS DE DEFESA CONTRA AS PULSÕES.
Na relação entre o ID e o ego, este percebe as pulsões como um perigo do qual deve se defender. O ID obedecendo ao princípio do prazer procura a satisfação imediata no alívio da tensão instintiva, alívio que é fonte do prazer. O ego, em contato com o mundo externo obedece ao princípio da realidade e é capaz de retardar a satisfação e o prazer.
Nessa luta contra as pulsões, o ego procura sempre um termo de negociação com os afetos. “Amor, nostalgia, ciúme, mortificação, dor e pesar acompanham os desejos sexuais, ódio, cólera e furor nos impulsos de agressão; se quisermos que as exigências pulsionais a que estão associados sejam evitadas, esses afetos devem submeter-se a todas as várias medidas a que o ego recorre, em seus esforços para dominá-las, isto é, devem sofrer metamorfoses”.
Os mecanismos de defesa apresentam um grande interesse para a análise. Onde seja que eles apareçam, eles indicam uma ação do ego e temos assim possibilidade de estudá-lo. Sem a intervenção do ego, todas as pulsões teriam gratificação.
Os trabalhos teóricos de psicanálise descrevem os métodos seguintes de defesa do ego:
· Sublimação
· Negação
· Projeção
· Intromissão
· Repressão
· Formação Reativa
· Anulação
· Isolamento
· Regressão
segunda-feira, 13 de junho de 2011
MECANISMO DE DEFESA E ANSIEDADE DO SUPEREGO NAS NEUROSES DE ADULTOS.

TEXTO RETIDADO DO SITE DO PSICANALISTA DR. LEON
MECANISMO DE DEFESA E ANSIEDADE DO SUPEREGO NAS NEUROSES DE ADULTOS.
Nas neuroses de adultos a ordem de considerar perigoso o impulso instintivo vem do superego que proíbe sua satisfação. O motivo que instiga à defesa não parte do ego. O ego teme de ter problemas com o superego e reprime o impulso e cria o conflito neurótico. É este conflito neurótico que poderá criar uma descarga indesejável em momento de enfraquecimento do ego e assim dar origem a sintomas histéricos.
O superego é responsável de todas as neuroses. É ele que cria a ansiedade que provocará a neurose. É ele que impede ao ego uma negociação pacífica com o ID e o entendimento com os instintos. É o superego que exige um mínimo de renuncia sexual declarando o sexo perigoso. É também o superego que proíbe a agressão como sendo anti-social ou incompatível com a saúde mental. O ego é o executor dos desejos do superego e assim se torna hostil aos instintos.
Sendo o superego o responsável das neuroses do adulto, a educação da criança deve evitar a criação de um superego todo poderoso. A criança deve encontrar saída para sua agressividade para o mundo exterior e evitar dirigi-la totalmente para dentro o que acabaria formando uma personalidade cruel. A educação deve mostrar as fraquezas dos pais e alguma tolerância ante os instintos.
1.2 MECANISMOS DE DEFESA E ANSIEDADE OBJETIVA NA NEUROSE INFANTIL.
Na criança, o superego não é um fator indispensável de formação de neurose. O superego aparece mais tarde. O ego infantil teme os instintos porque teme o mundo exterior, teme o castigo dos pais. Assim sua defesa é motivada pela ansiedade objetiva.
A ansiedade objetiva faz que o ego infantil desenvolva fobias, neuroses obsessivas, sintomas histéricos como no adulto acontece com a ansiedade do superego. Assim no adulto como na criança é a ansiedade que desencadeia a defesa e o processo neurótico.
A diminuição do medo do castigo na criança poderia realizar uma educação com menos ansiedade objetiva, mais tolerância ante os instintos e, portanto removendo uma grande parte da neurose infantil.
1.3 MECANISMOS DE DEFESA E ANSIEDADE INSTINTIVA.
Mas mesmo se o ego da criança não temesse o castigo e, portanto estivesse livre da ansiedade objetivo, mesmo se o ego do adulto não sofresse o domínio do superego e ficasse livre da sua ansiedade, se as exigências dos impulsos instintivos se tornam excessivos a hostilidade do ego se intensifica até atingir a ansiedade e a criação de mecanismos de defesa contra os instintos.
Otto Fenichel (2) fala de nojo e vergonha como motivo de defesa. Trata-se de defesa contra ansiedade instintiva.
“O precursor do nojo é uma síndrome arcaica de defesa fisiológica, a qual se produz automaticamente assim que alguma coisa repulsiva alcança o trato digestivo. O primeiro juízo negativo que o pré-ego do bebê faz é:” Isto não é comestível “, o que significa” Devo cuspir isto ““.
“O ego reforçado aprende a usar este reflexo para os seus fins e transforma-o em defesa; primeiro em expressão de negação em geral; depois, em defesa contra certos impulsos sexuais, particularmente orais e anais; o que por sua vez é sinal” Se não desistires desta exigência, terás de cuspir e vomitar ““.
“Há” ataques de nojo “neuróticos que correspondem ao” pânico “da angústia; ataques nos quais o ego, devido a bloqueios anteriores, fica completamente esmagado pelo afeto que se pretendia destinado a fins defensivos”.
“A” vergonha “como motivo de defesa dirige-se, principalmente, contra o exibicionismo e o escoptofilia... como reflexo fisiológico primitivo. A vergonha também se relaciona em muitos aspectos com o sentimento de culpa:” vergonha de si mesmo “. (2)”.
A ansiedade instintiva, a ansiedade objetiva, a ansiedade do superego têm todas o mesmo efeito em relação à instalação dos mecanismos de defesa, a instalação do conflito neurótico e a aparição do processo neurótico.

