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sexta-feira, 24 de julho de 2015

A importância da rotina para seu filho

A forma como a vida do seu filho está organizada se torna fundamental para que ele tenha um crescimento tranquilo e feliz. Especialistas explicam o por quê!

22/10/2014 11:39
Texto Adriana Fonseca
Educar
Foto: Aline Casassa
Foto: importância da rotina
As repetições ajudam a criança a lidar com o desconhecido
A maneira como as crianças pequenas lidam com a rotina, com a quebra dela e com os desafios de crescer em um mundo desconhecido merecem atenção dos pais. Quando planejar a rotina ideal para seu filho, é muito importante cuidar para não introduzir, desde cedo, o costume de uma vida atribulada, com tempo escasso para as relações e para os momentos de interação e troca.
Da mesma forma, para os pais, quanto mais a vidinha do filho estiver organizada, melhor! Vera Tschiptschin Francisco - psicanalista, pedagoga e membro-fundadora da Gesto Psicanálise - explica que o "o bebê e a criança pequena vivem uma certa fragmentação interna. Cada sentimento é muito intenso, por exemplo, a sensação de fome é uma sensação avassaladora. Por isso, garantir um tanto de cadência, de ritmo, de previsibilidade e de continuidade àquilo que já sentiu antes, àquilo que se repete, frente a toda surpresa inerente ao desenvolvimento é fundamental". Ressalta também a importância da rotina para a mãe: "a rotina acalma e diminui a angústia da mãe, que aperfeiçoa o contato e passa a se comunicar com bebê e com a criança pequena muito melhor".Muitas vezes, nós, adultos, sentimos necessidade de quebrar a rotina, variar o nosso dia a dia, fazer tudo diferente, pois nos entediamos com as repetições. Com as crianças pequenas, acontece justamente o contrário! As repetições são muito importantes para que elas consigam lidar com o desconhecido.
Por outro lado, Vera também aponta a necessidade de se manter uma flexibilidade nessa programação diária e não cometer exageros: "corre-se o risco de se apresentar um mundo para o bebê que é artificial, que é supercontrolado, onde não há variação. Consequentemente, lidar com as surpresas da vida se torna complicado, tanto para o bebê como para a mãe". A rotina do dia deve ser tratada com uma importante referência e não como uma regra extremamente rígida. Cada família deve encontrar a medida que combina com seu perfil. "Para famílias extremamente organizadas o desafio é abrir o espaço para essa flexibilidade e para as famílias mais flexíveis em relação à rotina o desafio é se organizar!".
A rotina mais estruturada é importante para o bebê nos primeiros meses de vida mas, gradualmente, ela vai sendo flexibilizada pelos pais para ajudar a criança a entender e aceitar as transformações decorrentes do seu crescimento.
Além disso, como lembra Sonia Madi - psicopedagoga e coordenadora das Olimpíadas de Língua Portuguesa do Cenpec - é importante deixar de lado o medo de colocar limites para seu filho: "Dizer não é muito importante! Muitas vezes, se pensa que se está protegendo seu filho evitando o "não", mas isso é um engano! Assim se está impossibilitando um entendimento maior que ele possa fazer sobre o funcionamento do mundo!". Por isso, não sinta pena de tirá-lo de uma situação em que está aparentemente aproveitando e seguir a rotina. Estender, por exemplo, a brincadeira e atrasar a hora de dormir pode desorganizar a vida de todos da casa.
Veja algumas dicas que podem ajudá-lo a organizar a vida de seu filho.
1. O espaço
Prepare um espaço em casa (qualquer cantinho serve!) com objetos, cores e sons adequados, propício para que seu filho vá descobrindo o mundo a sua volta. Ele deve perceber esse mundo, que não deve assustá-lo, e sim atraí-lo! Cuidado com a hiperestimulação. Certos momentos devem ser de contemplação e de relaxamento apenas. A psicanalista Vera Tschiptschin Francisco lembra que assim como os adultos, a criança pequena tem a necessidade de viver momentos de não fazer nada, sem nenhuma atividade, de estar sozinha, apenas "observando" o mundo a sua volta.
2. Os horários
Organize uma rotina que seja possível de seguir e mantenha os horários para as etapas do dia a dia acontecerem regularmente: hora de comer, brincar, tomar banho e dormir. A constância da programação traz segurança à criança, que passará lidar de maneira mais equilibrada ao movimento diário. Entretanto, Vera Tschiptschin Francisco ressalta novamente que cada família pode ajustar suas possibilidades internas e externas para organização dessa rotina. Dá o exemplo do sono da tarde: ele precisa acontecer, porém há pais que estabelecem esse horário e seguem um ritual de levar o bebê para o berço em determinada hora, independente da sua manifestação de cansaço. Outros pais aguardam até que surjam os sinais de sono, antes de colocá-lo para dormir. Não existe uma forma correta. Existe o que funciona para aquela família!
3. As refeições
A alimentação ganha na qualidade com a regularidade do horário e a forma que acontece. É importante com seu filho coma no mesmo lugar e no mesmo horário. Se um dia tem a opção de comer brincando ou sentado no sofá na frente da televisão, não entenderá porque não pode fazer isso todos os dias. Portanto, esse tipo de situação não é recomendável. Reserve essas variações para quando estiverem fora de casa, por exemplo. Caso a rotina seja alterada, é recomendável que se deixe bem claro para a criança o motivo dessa variação naquele dia e se preparar com uma dose extra de paciência para acompanhar os efeitos que essa variação pode causar em seu filho. Mesmo ele seja um bebê, deve-se conversar com ele: "estamos na casa da vovó de noite porque é o aniversário dela!". Por outro lado, cuidado para não exigir da criança um comportamento à mesa que não tem estrutura para aguentar. Se precisar sair da mesa para dar uma voltinha na sala e retornar com mais paciência para o ritual da refeição, não há problema nenhum.
4. O sono
O horário de dormir, o ritual de como adormecer e a quantidade de horas dormidas são fundamentais para um dia seguinte tranquilo. O sono é reparador. O corpo da criança necessita dessas horas para se recuperar de tudo que aconteceu no dia anterior. O ritual de ir para cama deve ser claro para a criança. Deve ser precedido de brincadeiras tranquilas, de uma história contada e de uma música relaxadora. Assim, essa hora não será tão terrível. Mesmo porque, o ritual esclarece para a criança que irá se repetir no dia seguinte (brincadeira calma antes de dormir).

Por vários os motivos inerentes ao nossa vida atribulada, eventualmente, não será possível cumprir o ritual de dormir da criança. Faz parte! Nesses casos, porém, você precisa se munir de uma dose extra de paciência, pois, provavelmente, seu filho demonstrará seu desagrado. Estará no direito dele! Essas situações acabam surgindo como um treino para que seu filho experimente lidar com mudanças e que vá se abrindo para elas.
5. Os cuidados
Cuidar de si e do outro faz parte da rotina das pessoas da casa. Mostre isso a ele! Diga em voz alta: "Vou preparar um banho bem gostoso para você!" ou "Papai vai ler uma história para você dormir!". Conforme seu filho vai crescendo, vá, gradualmente, transferindo para ele algumas responsabilidades. Peça, por exemplo, para que ele mesmo guarde brinquedos e arrume o quarto. Confie na capacidade dele de cuidar dos seus pertences e de si mesmo. Passe a auxiliá-lo no banho, ao invés de fazer tudo por ele. Sonia Madi, também lembra da importância de incentivar a criança a fazer conquistas. "é importante perceber que tipo de apoio ela precisa para ganhar confiança se arriscar a ir além, sem riscos". Dê dicas, acompanhe de longe e faça apenas o que ele não conseguir. Com isso, você o estará preparando para assumir outro papel na sua própria rotina.
6. As escolhas
Aos poucos, vá dando a ele a oportunidade de fazer pequenas escolhas. Se até certo dia, você separava toda a roupa para ele vestir após o banho, chegará a hora de passar para ele a decisão de que camiseta vestir e qual sapato calçar. Esteja preparado porém, para aceitar as escolhas equivocadas. Ele pode escolher usar uma camiseta de manga comprida em pleno dia de verão. Mas, isso faz parte desse aprendizado. Isso dá mais trabalho, mas é fundamental para seu desenvolvimento e para a criança ir se percebendo com sujeito do mundo e consiga incorporar essa nova tarefa à sua rotina com mais naturalidade. Essas pequenas escolhas darão embasamento para que seu filho passe a fazer escolhas maiores na sua rotina: desenhar ou descer para brincar no parquinho.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

A hora da independência

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Revista Psique , Edição 111.
Um dos momentos mais difíceis na criação dos filhos é quando crescem e passam a reivindicar o direito de frequentar festas e baladas noturnas sem a presença dos pais. A fase é importante, mas requer cautela


Por Júlio Furtado

Shutterstock
Uma grande amiga ligou-me angustiada dizendo que seu filho de 13 anos estava pressionando para começar a sair sozinho com os colegas à noite. A angústia se revelou, principalmente, pelo tom de sua pergunta: "E agora, o que eu faço?". Tentei acalmá-la, perguntando se ela nunca havia cogitado que esse dia iria chegar.
Uma das mais difíceis constatações para os pais é a de que seus filhos estão crescendo. Talvez essa dificuldade se justifique pela fantasia de que filhos são propriedade dos pais e, como tais, deveriam se manter crianças para serem mais facilmente manipulados. A chegada da adolescência se enche de expectativa exatamente porque é nessa fase que o recém-jovem ou a ainda criança começa a dar sinais de que quer ser independente e de que não tolera mais o excesso de cuidados nos moldes que vinham sendo aplicados.
Nesse contexto, chega o dia da temida pergunta: "Posso ir à festa com meus amigos? Todos vão e eu não posso ficar de fora!". Em geral, é por volta dos 12 anos que começam a surgir os primeiros convites para festas de aniversário em que pai e mãe não são bem-vindos. Encarar o momento como um passo natural para a evolução do adolescente é fundamental para encarar a situação com a serenidade que ela exige.
Festas, bailes e outras saídas noturnas cumprem um papel essencial no processo de construção e conquista da autonomia para os jovens. Embora seja difícil, é imprescindível entender que os filhos precisam se afastar para construir autoconfiança e experimentar a vida de outra forma.
É normal, nessa fase, que eles se soltem dos pais e não queiram conviver tanto quanto ocorria durante a infância. Isso não significa que não gostem ou gostem menos dos pais. Representa, apenas, uma forte busca por independência e autonomia. É claro que não dá para "liberar geral", mas se deve permitir que os adolescentes tenham experiências novas, em função das quais vão construir sua identidade.
Ainda em relação à angustiante questão inicial, de permitir ou não que os filhos adolescentes comecem a frequentar "baladas" sozinhos, o mais indicado é dialogar com eles desde a infância. Isso para se chegar a acordos para determinar a idade em que poderão começar a sair sem os pais. Nesse momento, outra pergunta aparece: "Como saber se meu filho está maduro ou não para sair sozinho?".
É preciso entender que esse amadurecimento não é algo que acontece da noite para o dia e é fundamental ir preparando o terreno desde cedo. Esse processo será muito mais fácil se há confiança nele. As atitudes do adolescente que demonstram que já se pode confiar nele para sair sozinho são aquelas que demonstram responsabilidade e que já se apresentam a partir da infância. Ao dormir na casa de colegas ou de familiares ele cuidava bem dos seus pertences? Ligava para você nas horas combinadas? Avisava sobre mudanças nos planos com antecedência? Se a resposta a essas perguntas for sim, há grande chance de não ter problemas nessa nova fase.
É fundamental observar o comportamento do adolescente nas primeiras vezes. Ele está esperando quando os pais vão buscá-lo na hora e local combinados? Atende ao telefone quando os pais ligam ou telefona quando é combinado? Além disso, é sempre importante checar qual é o tipo de festa, se há consumo de bebidas alcoólicas, idade das pessoas que estarão lá etc. Agir preventivamente sem exageros é papel dos pais.
Também é preciso ter cuidado para não demonstrar desconfiança. É preciso se certificar de que o filho está em segurança, o que é bem diferente de vigiá-lo. A sensação de ser vigiado aborrece o adolescente e pensar que os pais não confiam nele faz com que ele se descomprometa com o bom comportamento. Afinal, ele pensa, os pais vão desconfiar dele de qualquer maneira. Uma boa saída nesses casos é dizer que os pais querem se assegurar que ele estará em segurança, mas não se deve agir às escondidas. Outro fator a ser ressaltado é a necessidade de se combinar o horário de volta para casa e acordar, antecipadamente, quais serão as punições caso o combinado não seja cumprido e, se preciso for, cumprir a punição sem culpas.
Festas, bailes e outras saídas noturnas cumprem um papel essencial no processo de construção e conquista da autonomia para os jovens. Embora seja difícil, é imprescindível entender que os filhos precisam se afastar para construir autoconfiança e experimentar a vida de outra forma
É importante fixar um horário para o retorno e, em geral, deve ser proporcional à idade. Quanto mais jovem, mais cedo. É essencial, também, que os pais vinculem a possibilidade de estender o horário de volta ao cumprimento do que foi combinado e, a medida que se comportem com responsabilidade, ganham, digamos, bônus de mais liberdade. Quando os filhos são mais novos, levar e buscar é outra questão conflituosa, mas que exige análise e ponderação. Se o local da festa for desconhecido, não hesite em levar e buscar. Caso seja conhecido, vale combinar rodízio de carona solidária com os pais dos colegas.
O início da vida social autônoma do adolescente precisa ser encarado como uma fase natural, necessária e importante no desenvolvimento. É fundamental que os pais se mostrem parceiros, mas é igualmente essencial que negociem com firmeza questões inerentes a essa nova fase. É exatamente isso que eles esperam de nós.

Júlio Furtado é diplomado em Psicopedagogia pela Universidade de Havana, Cuba. Graduado em Pedagogia, mestre em Educação, doutor em Ciências da Educação e pós-graduado em Orientação Educacional. É palestrante e escritor.
www.juliofurtado.com.br


http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESPS/Edicoes/111/artigo342588-1.asp

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Amigos imaginários



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Eles ajudam a desenvolver a personalidade e são mais comuns do que se pensa. Conheça (ou relembre) estes companheiros invisíveis

por Juliana Cunha
Os amigos Mac e Blu se conhecem desde pequenos. O primeiro é mais quieto, o outro mais travesso - se Mac matar aula, pode apostar que foi coisa do Blu. Mac tem 7 anos e cabelos castanhos; Blu é azul e não existe. Convencido pela mãe a largar o amigo imaginário, Mac busca ajuda especializada. Nada de psicólogo: Blu é levado para uma feira de adoção em que crianças vão encontrar um companheiro invisível pra chamar de seu. Pelo menos é assim que acontece no desenho animado Mansão Foster para Amigos Imaginários. Na vida real, a coisa é um pouquinho diferente.

A amizade imaginária não é exclusividade da criança mais solitária do playground. Eles estão presentes entre os 3 e os 7 anos da maioria das infâncias - "dois terços", afirma a psicóloga Marjorie Taylor, que estuda o assunto na Universidade do Oregon, nos Estados Unidos, e garante que o terço restante também experimenta o que ela chama de "dose saudável de esquizofrenia, fundamental para a construção da personalidade".

"Antes de ter um amigo de carne e osso, a criança precisa treinar a experiência da amizade", diz o psicanalista Enrique Mandelbaum, especialista no tema. "Se as ações forem simuladas antes de realizadas, o desafio de conviver é facilitado." Pesquisas mais recentes indicam que aquelas crianças que convivem com companheiros invisíveis desenvolvem antes suas capacidades psicológicas e linguísticas, e tendem a ser melhores alunos. Em alguns casos - OK, agora estamos falando dos solitários do playgroud -, o parceiro inventado exerce a função de confidente e conselheiro, preenchendo a função que a psicologia chama de "muro de elocubração" - ou, como canta o Oasis, wonderwall.

Diálogo interior
Amigos imaginários costumam surgir assim que passamos a ter algum domínio da linguagem oral. Seja para organizar pensamentos, seja para se entreter, a criança desata a falar consigo mesma. Filhos únicos e primogênitos são mais propensos a esse tipo de comportamento, já que tendem a passar os primeiros anos de vida sem um companheiro real de sua faixa etária por perto.

Nesses primeiros anos, os amigos imaginários são como rodinhas para a bicicleta do monólogo interior. Ele opina, claro, em nossas primeiras reflexões de fôlego. Afinal, se antes a criança só pensava em maneiras de dizer "tô com fome" e "mãe, olhe pra mim", agora ela precisa eleger a comida preferida e decidir se é melhor pedir para a mãe ou o pai, e necessita da opinião de um especialista.

Outra função importante do amigo inventado é o treino para diálogos reais. Esse, aliás, é um hábito que ultrapassa a infância: adolescentes são capazes de planejar uma conversa inteira ao telefone, e quem simplesmente vai até a mesa do chefe pedir um aumento? Quando percebe que a forma de dizer altera a resposta, a criança escala o parceiro invisível como companheiro de palco e ensaia a cena que vai representar diante de quem pode satisfazer o seu desejo.

O amigo imaginário pode ser outra criança, um personagem de ficção e até Deus (ver quadros). Mas dificilmente tem presença física, como no conto Tio Wiggily em Connecticut, de J.D. Salinger, em que ele come, brinca, assiste à TV e até dorme com uma menina - que se espreme em um canto da cama para não esmagá-lo. No entanto, esse não é o tipo mais comum. "Quando perguntamos a fundo, a criança costuma concluir que sente a presença do amigo, mas não exatamente o enxerga. Pleitear um lugar à mesa costuma ser uma forma de exigir que a família o reconheça", diz Mandelbaum.

Amigos com benefícios
Para os pais, flagrar o filho no meio de um "monólogo exterior" pode surpreender, mas os especialistas garantem: é normal, saudável e aconselhável. Inclusive, Roberto Andersen, educador brasileiro membro da Academia de Ciências de Nova York, adverte que limitar a imaginação (o que inclui dizer "acabou esse tal de amigo imaginário!") é um incentivo ao déficit de atenção, déficit de cognição e memória parcial. Se você achou a opinião de Roberto muito radical, saiba que Freud, pai da psicanálise, e Piaget, papa da pedagogia, também defendiam que, por via das dúvidas, era melhor que o companheiro invisível participasse do jantar.

Tanto amigos particulares quanto aqueles mais coletivos, como Papai Noel, Coelho da Páscoa e vampiros, ajudam no desenvolvimento mental. Essa fantasia ajuda a capacidade de abstração, o que vai trazer benefícios em futuros boletins. Uma pessoa condicionada a acreditar somente no que enxerga sente mais dificuldade para entender o que é um átomo ou uma raiz quadrada, por exemplo.

Além de defender que 2 entre 3 crianças têm amizades imaginárias, Marjorie Taylor sugere que, por confrontarem constantemente suas opiniões com a do amigo, sacam mais cedo que as outras pessoas têm crenças, desejos e intenções próprias. Outros cientistas descobriram que crianças de 4 a 8 anos que têm amigos imaginários produzem frases mais complexas do que as que não têm.

E tem mais: o trabalho dos psicólogos Evan Kidd e Anna Roby, da Universidade de Manchester, na Inglaterra, sugere que os amigos dos amigos imaginários trabalham melhor em equipe. Atenção, re-crutadores de RH: a pesquisa mostra que as crianças com companheiros invisíveis são melhores na hora de fornecer informações que podem ajudar alguém - em outras palavras, ver o problema do ponto de vista do outro. É como se a criança quisesse dar um bom exemplo ao amigo imaginário na hora em que lembra ao pai que a TV está ligada ou que a vovó ligou. A dupla de pesquisadores acredita que os amigos imaginários são como que terapeutas, que dão ao pequerrucho egocêntrico uma nova perspectiva da mesma situação que antes passaria batido.

Como lembra o pediatra Mário Cordeiro, autor do Livro da Criança, a esperteza desencadeada pelas amizades imaginárias pode, eventualmente, se voltar contra os pais. No meio da brincadeira, podem de vez em quando surgir declarações como: "Não diz isso, amiga! Não diga assim, a mamãe não está gorda". Ué, foi a amiga imaginária quem disse.

Gêmeo mau
Até aqui tudo muito fofo. Mas o fato é que muitas vezes o amigo imaginário é também bode expiatório, leva a culpa pelo que a criança fez sabendo que não deveria. "A mente da criança trabalha por oposições. Rapidamente, ela divide o mundo entre bons e maus e, evidentemente, quer se filiar ao lado bom. Quando suas atitudes não agradam, não podem ter partido dela: precisam ser do outro", diz Mandelbaum.

A criança também utiliza o companheiro inventado para fazer perguntas que não tem coragem de fazer em seu próprio nome, chamar atenção, dizer palavrão - atitudes que provavelmente serão repreendidas pelos responsáveis. Também serve para justificar atitudes: pode ser aquele que disse que era legal bater no colega ou o que insiste no presente fora de hora.

Se isso é feito com comedimento, pode ser positivo. Permite, por exemplo, que a criança faça as perguntas que quer com menos constrangimento. Em um caso de divórcio familiar, o amigo imaginário pode fazer perguntas sobre o futuro da família que a criança não teria coragem de fazer "sozinha". No entanto, quando o amigo imaginário passa a ser um inimigo imaginário, que incita atitudes ruins e fora do padrão, está na hora de levar imaginador e imaginado para o psicólogo, ou pelo menos para o serviço de orientação da escola.

Existem muitas formas de praticar análise infantil - exatamente como existem muitas formas de praticar análise em adultos. Uma das mais consagradas é o método da psicóloga Melanie Klein, que efetivamente trouxe a brincadeira (e, consequentemente, os amigos imaginários) para o trabalho psicanalítico com crianças. Segundo Mandelbaum, "as crianças vêm ao consultório e trazem os amigos imaginários". Através da "voz" dos companheiros invisíveis, é possível entender o que está se passando.

Para a especialista em educação especial e em psicopedagogia Maria Irene Maluf, os amigos imaginários são importantes e estimulam a imaginação, mas os pais precisam permanecer atentos. "Se a criança deixa de brincar com as outras, se ela se fecha em um mundo só dela e do amigo que ela criou, está na hora de interferir." Amigos imaginários são importantes, mas jamais devem ser a relação prioritária.

A hora do adeus
A celebridade das revistas de celebridade. A anti-celebridade dos quadrinhos. O menino mais bonito do colégio. A ex a quem mentalmente submetemos nossas atitudes. O desconhecido que seguimos no Twitter. São muitas as figuras que passam temporadas no que já foi o lar do amigo imaginário.

Se o diálogo com um interlocutor imaginário nunca desaparece, é fato que ele sofre drásticas transformações e perda de espaço com o passar da idade, seja porque pega mal na escola, seja porque foi substituído por amigos reais. Mais ou menos aos 7 anos, ele já não é tão comum. Aos 10 já é estranho. Se ele sobreviver até os 12, é algo preocupante - bem mais que a "dose saudável de esquizofrenia" receitada pela doutora Taylor.

Mas vamos nos deter na média: para o português Mário Cordeiro, após os 6 anos de idade os pais já podem dar um empurrãozinho para a despedida, para que a criança realmente entenda o amigo como ficção. "Uma boa ajuda seria pedir que a criança fizesse um desenho ou escrevesse uma história com esse personagem. Esse será o momento em que ela vai enviar os amigos para o mundo da fantasia, em paz e com as contas saldadas", afima.

Geralmente, a gente deixa os amigos imaginários assim como esquece os amigos da escola antiga. Sem se dar conta, conversa cada vez menos com eles até que caem no esquecimento - a ponto de alguns nem se lembrarem que um dia tiveram um companheiro invisível. Por isso mesmo, ficar o tempo inteiro interrogando a criança para saber se o tal fulano que não existe ainda existe só vai atrapalhar o processo de desapego e esquecimento.

Os pesquisadores de Manchester contam o caso de um menino que encontrou uma maneira exótica e serena de lidar com o problema. Aos 5 anos, ele já pretendia se livrar do amigo imaginário, mas não sabia como fazê-lo sem ferir os sentimentos de Shrek - "não o Shrek do filme; eles só têm o mesmo nome", esclareceu. Pois calhou de o garoto ser levado pela primeira vez a um funeral, que ele interpretou como uma forma socialmente aceita de se despedir de alguém. No dia seguinte, pediu que a mãe lhe vestisse com roupas escuras e foi para um canto do jardim. No jantar, anunciou: "O Shrek morreu. O funeral foi hoje. Tem refrigerante?"


O outro
O tipo mais comum de amigo secreto é outra criança, geralmente para suprir a ausência de um irmão ou de um amigo da mesma idade. Em casos mais extremos, é um membro da família, com vontades e lugar à mesa. Muitas vezes, a criança nem concebe sua aparência física.

Amigo da moda
Geralmente personagem do cinema ou da TV. (Não são os brinquedos, cuja vida intelectual é só um recurso na hora de brincar.) Pode ser o Mickey, o Ben 10 ou um dos Backyardigans, muito populares entre os pequenos. O posto é rotativo, conforme a popularidade do personagem. Se ele cair no ibope, deixa de ser amigo - aliás, é como agem certos adultos.

Se eu quiser falar com Deus
Ele está em toda a parte, mas não é visto. Por que não pode ser amigo imaginário? No papel de Grilo Falante, não deixa de ser uma versão infantil da doutrina que recomenda aos jovens americanos sempre perguntar: "O que Jesus faria?"

Para saber mais
O Brincar e a Realidade
Donald Winnicott, Editora Imago.

A Psicanálise de Crianças
Melanie Klein, Editora Imago.

Nove Estórias
Jerome David Salinger, Editora do Autor.

Náufrago
Direção: Robert Zemeckis. Por causa do Wilson.
Fonte: http://super.abril.com.br/cotidiano/amigos-imaginarios-611074.shtml

domingo, 7 de abril de 2013

Síndrome da Alienação Parental


A chamada Síndrome de Alienação Parental (abreviada como SAP) é um termo cunhado por Richard A. Gardner no início de 1980 para se referir ao que ele descreve como um distúrbio no qual uma criança, numa base contínua, cria um sentimento de repúdio a um dos pais sem qualquer justificativa, devido a uma combinação de fatores, incluindo a doutrinação pelo outro progenitor (quase exclusivamente como parte de uma disputa da custódia da criança) e as tentativas da própria criança denegrir um dos pais. Gardner introduziu o termo em um documento de 1985, descrevendo um conjunto de sintomas que tinha observado durante o início de 1980.

Características

Gardner descreveu a SAP como uma preocupação por parte da criança com a crítica e desaprovação de um dos pais, afirmando que . [19] Gardner afirma que ocorre, no contexto de disputas de custódia da criança, quando um progenitor - deliberada ou inconscientemente - tenta afastar a criança do outro.De acordo com Gardner, a síndrome é caracterizada por um conjunto de oito sintomas que aparecem na criança. Estes incluem:
  • Campanha de difamação e ódio contra o pai-alvo;
  • Racionalizações fracas, absurdas ou frívolas para justificar esta depreciação e ódio;
  • Falta da ambivalência usual sobre o pai-alvo;
  • Afirmações fortes de que a decisão de rejeitar o pai é só dela (fenômeno "pensador independente");
  • Apoio ao pai favorecido no conflito;
  • Falta de culpa quanto ao tratamento dado ao genitor alienado;
  • Uso de situações e frases emprestadas do pai alienante; e
  • Difamação não apenas do pai, mas direcionada também para à família e aos amigos do mesmo.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_aliena%C3%A7%C3%A3o_parental

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domingo, 31 de março de 2013

Pai com depressão pós-parto

pai com depressão



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Associar a depressão pós-parto a uma recém-mãe é comum, no entanto, a depressão pós-parto não é uma situação exclusivamente feminina, o pai também pode sofrer desta condição. Um estudo feito em 200 casos revelou que 3% dos pais demonstravam sinais de depressão pós-parto depois do nascimento do bebé. O mesmo estudo revelou também que aproximadamente 10% das mães também experienciam sintomas de depressão pós-parto.

Um bebé traz novas responsabilidades e a vida não fica de todo mais fácil. Depois da excitação inicial do parto e da intensa sensação de ser pai vêm as noites sem dormir, as mudanças no estilo de vida, a incapacidade de amamentar, o sentir que ser pai é para sempre; tudo isto pode ser aterrador e um risco para desenvolver uma depressão pós-parto.

Como afecta o bebé

Estudos feitos recentemente revelam que especialmente os bebés do sexo masculino são os mais afectados por um pai com depressão pós-parto: evidenciando mais problemas comportamentais e emocionais nos primeiros anos de vida do que bebés do sexo feminino ou do que bebés que não tenham um pai com pós-depressão. O envolvimento de um pai com depressão pós-parto pode ser diferente do envolvimento de um pai que não sofra desta condição.

Sintomas da depressão

A mudança que o novo bebé traz ao dia-a-dia pode muitas vezes camuflar o que podem ser sintomas de depressão pós-parto. O pai sente a obrigação de fazer com que a recém-mãe se sinta bem e em recuperação, bem como ter a capacidade de lidar com as mudanças que um recém-nascido traz à sua vida.
O pai impõe a si próprio o padrão de ser um super-homem e um super marido. Ajustar-se à nova vida e assumir as responsabilidades de ter um filho(a) no mundo não é tarefa fácil para ninguém, quer seja homem ou mulher. No entanto, assumir medos e receios não é algo muito comum na cabeça dos homens, sendo fácil não notar os primeiros sinais da depressão pós-parto, pois a tendência natural de um homem é ignorar ou não dar importância a pensamentos ou sentimentos que podem revelar esta condição.
Um pai que luta para estabelecer um laço emocional com o seu recém-nascido sente-se também desligado da sua mulher e até da vida, seguindo-se a sensação de que não é “merecedor” de ser pai e procurando justificação para este tipo de sentimentos. Ao mesmo tempo, surge uma luta para suprimir todos os sentimentos negativos devido ao embaraço, medo e frustração que lhe provocam.
Qualquer pessoa que experiencie este tipo de sentimentos deve dirigir-se ao seu médico, pois em casos extremos podem surgir o suicídio ou mesmo a tentativa de homicídio. No entanto, é importante saber distinguir entre o cansaço devido à privação de sono e os sintomas de uma depressão pós-parto.

Os sintomas mais comuns são:

  • Pensamentos obsessivos
  • Dor no peito ou dificuldade em respirar
  • Sentimentos de impotência ou de inadequação
  • Incapacidade de se ligar emocionalmente ao bebé
  • Incapacidade de manter os padrões de sono
  • Pensamentos suicidas

Existem algumas circunstâncias que tornam um homem numa pessoa de maior risco de sofrer uma depressão pós-parto:

  • Historial de depressão
  • Um nível de stress diário muito elevado
  • Trauma ou dificuldade durante a gravidez
  • Problemas financeiros
  • Falta de sono
  • Mãe com depressão pós-parto
  • Pouco ou nenhum apoio social

Procurar e encontrar ajuda

Isto é uma doença que tem cura e conseguir ultrapassar a depressão pós-parto é possível para um pai. Mais vale prevenir… já o ditado o diz. Se sentir que o seu parceiro pode estar a passar por uma depressão, é importante que o primeiro passo seja ajudá-lo a superar esta doença, levando-o a procurar ajuda. Conversar com o seu parceiro sobre o assunto de uma forma compreensiva e aberta, apoiando-o e encorajando-o a conversar com um médico é um excelente passo. Por vezes a justificação de um médico de que esta condição não é uma loucura - mas sim algo de comum e tratável -, é um grande passo para a cura. O apoio emocional da família, apoio psicológico e uma medicação apropriada é usualmente o melhor tratamento para superar esta condição.

Para ambos os pais evitarem uma depressão pós-parto

Para ambos os pais é importante aliviarem o stress que surge logo que o recém-nascido entra nas suas vidas. Para tal é boa ideia:
  • Terem um plano financeiro e um orçamento preparado que comporte as despesas de um bebé.
  • Mantenham os canais de comunicação abertos: partilhem um com o outro sentimentos, medos e anseios relativos a esta nova fase da vida.
  • Criem formas de partilhar as obrigações; conversem e decidam por ex: o pai pode amamentar o bebé durante a noite com biberão, em vez de ser sempre a mãe a fazê-lo.
  • Contratem uma ama ou peçam a um amigo que tome conta do bebé pelos menos uma vez por semana, saiam e vão divertir-se sozinhos; e nada de conversar sobre o bebé, apenas conversa de adultos!
  • Façam exercício regularmente e tenham uma alimentação saudável.
  • Conversem com um psicólogo ou psiquiatra nem que seja sobre os anseios que podem estar a sentir nesta fase conturbada.
Matéria do site de mãe para mãe: http://demaeparamae.pt/artigos/quando-pai-fica-com-depressao-pos-parto

sábado, 2 de julho de 2011

O que é Complexo de Jocasta?



Na história, Jocasta foi a mãe de Édipo (Complexo de Édipo), e depois sua esposa e tiveram 4 filhas Etéocles, Polinice, Antígona e Ismena.

O termo Complexo de Jocasta veio de Raymond de Saussure há quase 100 anos atrás. Ele designa a ligação afetiva deturpada que algumas mães sentem por seus filhos. Uma forma de amor que pode variar desde a superproteção com características simbióticas até fixações sexuais em relação ao filho.

É mais comum encontrarmos a variação do complexo de Jocasta naquela mãe que parece que não quer que seu filho cresça – pois significa que ele se afastaria dela. Que seja sempre “SEU bebê”.

Tudo bem, entendo que quase sempre ao mesmo tempo em que os pais ficam contentes por verem o desenvolvimento de seus filhos eles podem sentir aquela tristezinha de vê-los ficando independentes… isso não é sinônimo de complexo de Jocasta. O problema ocorre quando os pais não enxergam (negação) que os filhos devem ter outros papéis na vida para que sejam felizes.

É aquela mãe que não aceita nenhuma das namoradas que o filho escolhe… Como se o filho ainda fosse dependente e não soubesse fazer escolhas. Ela é quem sabe.

É aquela mãe superprotetora que vê o filho já grande cometendo atrocidades e ela ainda assim o protege… como se ele fosse incapaz de ser responsabilizado.

É a mãe que o superprotege fazendo tudo por esse filho – desde sua comidinha favorita até se matando para agradá-lo em suas necessidades mais caras e extravagantes. Como se ele próprio não pudesse trabalhar ou fazer sacrifícios para realizá-la. E o que vem fácil geralmente não tem valor.

A consequência desse tipo de comportamento é um adulto infantilizado e narcisista que não consegue assumir compromissos na vida. Espera ser servido. Não tem limites e pode manipular os outros em seu próprio benefício por considerar-se muito especial. Sim, pois ele sempre esteve neste lugar, neste pedestal. E a vida real – e os relacionamentos com as mulheres reais – fica muito difícil de ser levado já que o lugar junto a mãe é muito mais sedutor.

Vou dar um exemplo que pode facilitar o entendimento do que é o complexo de Jocasta:

Conheço uma senhora que tem 4 filhos adultos (entre 30 e 40 anos) e nenhum deles se casou. Ninguém prestava para estar com seus filhos. E essa sogra se envolvia tanto nos relacionamentos de seus filhos que as pretendentes não aguentavam e iam embora. Era uma eterna briga entre nora e sogra. Dois desses filhos ainda moram com a mãe.

Essa senhora tem um neto de 8 anos – fruto de um relacionamento falido de um de seus filhos . Esse neto gosta muito da avó que sempre o enche de presentes, guloseimas e chupeta(!). Presentes caros, guloseimas calóricas e chupeta de bebê. Ele é criado pela mãe e sempre quer ir na casa da avó. Na casa da mãe as guloseimas são reguladas, a chupeta já foi tirada – com muito sacrifício – e tem brinquedos sim. As vezes ganha um mais simples no dia a dia, mas presentes caros são reservados para o natal, aniversário e dia das crianças. Como deveria ser.

Essa mãe tem dificuldade para lidar com a sogra pois o nível de sedução por parte da última é muito grande. E é problemático na medida em que as consequências desse comportamento sedutor não estão sendo avaliadas por essa avó. Ela não colabora para que esse neto se desenvolva para a vida real. E aí ficará muito dificil sobreviver e relacionar-se com pessoas reais. Sua preocupação é que ele seja seu. É um amor onde o outro é visto como uma propriedade.

Agora imaginemos uma situação aonde uma mulher consiga se casar com um homem que seja filho de uma Jocasta dos tempos modernos. Esse homem estará ligado primeiramente à mãe. Sua esposa não tendo o marido consigo possivelmente fará essa ligação com os filhos, repetindo a história.

Uma mulher que não tem o marido para si ainda pode ter vida própria e não ver nos filhos toda a responsabilidade por sua realização.

Quando os pais são felizes e exercem outros papéis (profissional, social, sexual, etc.) os filhos ganham esses mesmos direitos e a educação não será sinônimo de dívida e sedução e sim de amor, preparação para a vida e apoio.

Observações por Andréia Miglioranza Marin: Gostaria de falar aqui sobre a psicose, pois na psicose há uma relação intensa entre a mãe e filho (isso quando não há maternagem alguma logicamente), nessa relação muitas vezes podemos pensar no Complexo de Jocasta, que de acordo com a minha experiência nessa área é muito presente.

Texto retirado do blog: http://www.terapiaemdia.com.br

Livro: O Complexo de Jocasta custa R$50,00 na livraria cultura.
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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Filhos terríveis podem ser reflexo do comportamento dos pais




UMA REPORTAGEM LEGAL DO SITE UOL

Crianças agressivas, respondonas, mimadas, metidas... Tão difíceis que até os pais não conseguem lidar com elas -mas não se dão conta de que, provavelmente, eles têm grande responsabilidade pelo comportamento dos filhos. Até por volta dos 11 anos, os pequenos são como esponjas: absorvem tudo que vêm do pai e da mãe, seus maiores exemplos. Bons e maus hábitos são incorporados. Porém, como são crianças, o reflexo acontece na forma de birra, gritos, desobediência. Na adolescência, o resultado é reclusão e rebeldia.

É provável que muitos pais se perguntem: “mas o que temos feito de errado?”. A verdade nem sempre é fácil de alcançar, pois não há manual que ensine a lidar com qualquer relação afetiva. O primeiro passo para compreender seu filho a ser um reflexo do seu é tentar desvendar e rever as próprias ações. Lembre-se: nenhuma criança (ou família) é igual à outra. As situações a seguir, com suas devidas justificativas, são exemplos do que costuma acontecer na maior parte dos casos. Não são regras, portanto; mas podem ajudar a sinalizar o caminho.

CLIQUEM NO LINK PARA VER A REPORTAGEM INTEIRA!

http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultimas-noticias/2011/06/06/filhos-terriveis-podem-ser-reflexo-do-comportamento-dos-pais.htm