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terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Sonhos.
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quarta-feira, 13 de julho de 2011
A ciência do sonho.
Novos livros e estudos ajudam a decifrar seu significado e mostram como isso pode melhorar a nossa vida
por Jones Rossi e Juliana Tiraboschi
ilustrações Estúdio Mopa
É fato que os sonhos sempre intrigaram e foram objeto de estudo, mas o que está acontecendo agora é que eles estão sendo levados mais a sério por neurologistas, psicanalistas e biólogos. Enquanto a biologia procura explicar quais são as estruturas cerebrais envolvidas, a psicanálise se põe a investigar seu conteúdo. Da união dessas duas disciplinas nasceu a neuropsicanálise, uma tentativa de entender os aspectos físicos e psíquicos do sonho.
Nos últimos 50 anos, apesar de a ciência entender cada vez mais como nosso cérebro funciona quando estamos dormindo, os sonhos foram tratados como um subproduto do sono. Em 1983, o britânico Francis Crick, famoso por descobrir a estrutura do DNA, e seu colega Graeme Mitchison publicaram um trabalho afirmando que os sonhos funcionavam como uma espécie de lixeira virtual, descartando todas as memórias "inúteis" acumuladas durante o dia. Era o ápice da negação aos estudos do austríaco Sigmund Freud (1856-1939) - pai da psicanálise e autor de livros como A Interpretação dos Sonhos -, que ocorria desde o começo da década de 50.
Os estudos que vêm sendo publicados desde a virada do milênio e os novos livros programados para chegar às prateleiras neste ano reabilitam os pensamentos de Freud. Para ele, as imagens durante o sono simulavam nossos desejos e nos protegiam contra a dor e os traumas passados. Essas pesquisas também defendem a utilidade dos sonhos em ajudar a resolver problemas do cotidiano e organizar ideias.FREUD ESTAVA CERTO?
Na avaliação de Carey Morewedge, professor assistente do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Carnegie Mellon, EUA, a verdade sobre os sonhos se encontra em uma intersecção das três teorias predominantes sobre eles: a freudiana; a de que sonhos servem para consolidar memórias e aprendizado; e a crença de que suas imagens são totalmente aleatórias. "É provável que haja um pouco de verdade em cada uma delas", diz.
"Freud acertou no que viu e no que não viu. A gente cada vez mais resgata a obra dele", afirma o brasiliense Sidarta Ribeiro, Ph.D. em neurobiologia, doutor em neurociências pela Universidade Rockefeller com pós-doutorado pela Universidade Duke, EUA, e idealizador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN), ao lado de Miguel Nicolelis, doutor em neurofisiologia pela USP, professor de neurobiologia na Duke e cotado ao prêmio Nobel de Medicina deste ano.
A dupla defende que os sonhos têm relação direta com o nosso dia a dia. "Eles estão ligados de uma maneira forte com aquilo que está acontecendo ao sonhador. Um exemplo: a gente sabe que pessoas que estão experimentando uma crise no casamento sonham bastante com isso", afirma Sidarta.
Luciano Ribeiro Pinto Júnior, neurologista e pesquisador da disciplina de medicina e biologia do sono da Unifesp, concorda. "Você sonha com coisas que viveu durante o dia. Imagine uma pessoa que encontrou um conhecido e sonhou com um contato sexual com essa pessoa. Juntou um desejo, uma emoção, a uma memória. A pessoa em questão pode representar alguma coisa ou ser só um instrumento para realizar o desejo."

terça-feira, 12 de julho de 2011
Por que sonhamos e temos pesadelos?
Por que sonhamos e temos pesadelos?
Redação Galileu
São muitas as tentativas de explicar o sonho, mas não há nenhuma teoria totalmente comprovada. Pesquisadores de várias áreas trabalham com hipóteses. A biologia trata da parte cerebral, o sonho ocupa até 25% de nosso sono. Quem manda no cérebro durante esse tempo todo é o sistema límbico, um conjunto de estruturas que fica abaixo do córtex cerebral, relacionado à construção da memória, à resposta a agressões, ao medo e ao impulso sexual.
Para Sidarta Ribeiro, Ph.D. em neurobiologia e doutor em neurociências pela Universidade Rockefeller, a única maneira de entender a função dos sonhos é estudá-los quando os seres humanos estão diante de situações semelhantes àquelas vividas pelos nossos ancestrais."Os sonhos da vida contemporânea não revelam sua função porque a gente não enfrenta os problemas de 10 mil anos atrás. Se estiver com fome, vou a um restaurante. Para ter onde morar, basta pagar o aluguel." Isso também explicaria sonhos que não fazem sentido. Sem grandes problemas para resolver, o homem moderno tece uma colcha com pedaços de memória do cotidiano. Mas, quando o homem enfrenta um problema grave, como um divórcio ou uma doença, deve sonhar com coisas relacionadas a seus problemas.
>> A ciência do sonho
Já para os freudianos, importante mesmo é o conteúdo dos sonhos. “Na psicanálise o sonho é disfarce, é a realização de um desejo que não podemos suportar”, diz o psicanalista e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política, Sérgio Braguini. “Ele tem uma função de nos manter dormindo, mas quando esse desejo é insuportável até no sonho, nós acordamos de um pesadelo.” Um pesadelo típico que, de acordo com o psicanalista, exemplifica o desejo insuportável é aquele no qual estamos fazendo xixi ou em contato com água e, depois de um tempo, acordamos direto para o banheiro de verdade. Ainda segundo Freud, as imagens do sono nos protegem contra dor e traumas passados.
