sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Entenda melhor como funciona o cérebro de um psicopata
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
NORMAN BATES INTRODUÇÃO - NORMAN E NORMA: A ENCARNAÇÃO DO ÉDIPO FREUDIANO
© obvious: http://obviousmag.org/a_psicologia_do_cinema/2015/norman-bates-i---norman-e-norma-a-encarnacao-do-edipo-freudiano.html#ixzz3jMjjnqDw
sábado, 4 de abril de 2015
A importância da transferência
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Utilidade pública
REVISTA PSIQUE, EDIÇÃO 109 - 2015.
Durante o processo de análise, para alcançar a cura do paciente, o psicanalista deve adotar uma postura voltada à escuta, à compreensão e à empatia. É necessário entender o sofrimento, experimentá-lo, senti-lo em si, sem se deixar afetar, para não ocorrer a contratransferência
Por Conrado Matos
sexta-feira, 28 de junho de 2013
O que é um psicopata?
Cercada de mitos, a psicopatia nem sempre está associada à violência e, ao contrário do que se imagina, pode ser tratada
| DIVULGAÇÃO |
| DR. LECTER, psicopata vivido no cinema por Anthony Hopkins |
Descrita pela primeira vez em 1941 pelo psiquiatra americano Hervey M. Cleckley, do Medical College da Geórgia, a psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos. Encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente.
No entanto, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança. Com freqüência adotam comportamentos irresponsáveis sem razão aparente, exceto pelo fato de se divertirem com o sofrimento alheio. Os psicopatas não sentem culpa. Nos relacionamentos amorosos são insensíveis e detestam compromisso. Sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral culpando outras pessoas. Raramente aprendem com seus erros ou conseguem frear impulsos.
Especialistas garantem que a maioria dos psicopatas é homem, mas os motivos para esta desproporção entre os sexos são desconhecidos. A freqüência na população é aparentemente a mesma no Ocidente e no Oriente, inclusive em culturas menos expostas às mídias modernas. Em um estudo de 1976 a antropóloga americana Jane M. Murphy, na época na Universidade Harvard, analisou um grupo indígena, conhecido como inuíte, que vive no norte do Canadá, próximo ao estreito de Bering. Falantes do yupik, eles usam o termo kunlangeta para descrever “um homem que mente de forma contumaz, trapaceia e rouba coisas e (...) se aproveita sexualmente de muitas mulheres; alguém que não se presta a reprimendas e é sempre trazido aos anciãos para ser punido”. Quando Murphy perguntou a um inuit o que o grupo normalmente faria com um kunlangeta, ele respondeu: “Alguém o empurraria para a morte quando ninguém estivesse olhando”.
O instrumento mais usado entre os especialistas para diagnosticar a psicopatia é o teste Psychopathy checklist-revised (PCL-R), desenvolvido pelo psicólogo canadense Robert D. Hare, da Universidade da Colúmbia Britânica. O método inclui uma entrevista padronizada com os pacientes e o levantamento do seu histórico pessoal, inclusive dos antecedentes criminais. O PCL-R revela três grandes grupos de características que geralmente aparecem sobrepostas, mas podem ser analisadas separadamente: deficiências de caráter (como sentimento de superioridade e megalomania), ausência de culpa ou empatia e comportamentos impulsivos ou criminosos (incluindo promiscuidade sexual e prática de furtos).
Apesar das pesquisas realizadas nas últimas décadas, três grandes equívocos sobre o conceito de psicopatia persistem entre os leigos. O primeiro é a crença de que todos os psicopatas são violentos.
Estudos coordenados por diversos pesquisadores, entre eles o psicólogo americano Randall T. Salekin, da Universidade do Alabama, indicam que, de fato, é comum que essas pessoas recorram à violência física e sexual. Além disso, alguns serial killers já acompanhados manifestavam muitos traços psicopáticos, como a capacidade de encantar o interlocutor desprevenido e a total ausência de culpa e empatia. No entanto, a maioria dos psicopatas não é violenta e grande parte das pessoas violentas não é psicopata.
Dias depois do incidente da Universidade Virginia Tech, em 16 de abril de 2007, em que o estudante Seung-Hui Cho cometeu vários assassinatos e depois se suicidou, muitos jornalistas descreveram o assassino como “psicopata”. O rapaz, porém, exibia poucos traços de psicopatia. Quem o conheceu descreveu o jovem como extremamente tímido e retraído.
O segundo mito diz que todos os psicopatas sofrem de psicose. Ao contrário dos casos de pessoas com transtornos psicóticos, em que é freqüente a perda de contato com a realidade, os psicopatas são quase sempre muito racionais. Eles sabem muito bem que suas ações imprudentes ou ilegais são condenáveis pela sociedade, mas desconsideram tal fato com uma indiferença assustadora. Além disso, os psicóticos raramente são psicopatas.
O terceiro equívoco em relação ao conceito de psicopatia está na suposição de que é um problema sem tratamento. No seriado Família Soprano, dra. Melfi, a psiquiatra que acompanha o mafioso Tony Soprano, encerra o tratamento psicoterápico porque um colega a convence de que o paciente era um psicopata clássico e, portanto, intratável. Diversos comportamentos de Tony, entretanto, como a lealdade à família e o apego emocional a um grupo de patos que ocuparam a sua piscina, tornam a decisão da terapeuta injustificável.
Embora os psicopatas raramente se sintam motivados para buscar tratamento, uma pesquisa feita pela psicóloga Jennifer Skeem, da Universidade da Califórnia em Irvine, sugere que essas pessoas podem se beneficiar da psicoterapia como qualquer outra. Mesmo que seja muito difícil mudar comportamentos psicopatas, a terapia pode ajudar a pessoa a respeitar regras sociais e prevenir atos criminosos.
Handbook of psychopathy. Christopher J. Patrick (ed.), Guilford Press, 2007.
http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/o_que_e_um_psicopata_.html
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Don Juanismo - Um desvio sério de caráter

Todo aquele que possui esse tipo de caráter não se apega a ninguém, está sempre procurando novos “desafios”, que são uma compulsão permanente. Pessoas assim lançam mão de qualquer expediente para conquistar, mas os sentimentos alheios são o que menos importa para elas.
De acordo com a psiquiatria clínica, alguém que despreza o sentimento alheio, soma critérios para o diagnóstico de sociopatia ou personalidade anti-social. Para o Don Juan, o instante de prazer que o triunfo lhe traz é o que interessa.
Algumas situações que possam parecer proibidas chamam bastante a sua atenção como: o possível relacionamento com uma pessoa casada, ou uma irmã ou filha de um grande amigo. Mulheres religiosas e devotadas são vítimas de suas estratégias de sedução. Aqui, a disputa passa a ser diretamente com Deus. O portador da síndrome de Don Juan ignora a moral, mas se preocupa em mostrar justamente o contrário.
Para o portador da síndrome, a conquista amorosa tem ares de divertimento e competição. É comum, muitas vezes, convidar amigos para apostas sobre sua competência em conquistar uma ou outra pessoa. Alguns trazem listas com as relações de mulheres conquistadas, como se fosse um troféu.
Na opinião do filósofo David Kaplan, uma pessoa com a síndrome de Don Juan tem significativos sentimentos homossexuais. Já de acordo com Thiago de Almeida, psicólogo e pesquisador da USP, especialista em relacionamentos amorosos, as atitudes dom juanescas somente existem em decorrência da existência de suas vítimas. “O Don Juan somente granjeia sucesso passando-se por príncipe (ou princesa) encantado(a), enquanto houver pessoas em busca de consortes encantados”, diz o especialista.
Thiago explica também que o mito de Don Juan pode representar um ideal masculino e, em alguns segmentos culturais, também um ideal feminino. O psicólogo deixa claro que a conquista como reforço da auto-estima pode, durante alguns momentos da vida ou em certas circunstâncias afetivas, ser eficiente.
“Entretanto, estruturando-se a personalidade, a atitude conquistadora tende a desaparecer mais cedo ou mais tarde. O Don Juan nunca é uma pessoa absolutamente normal, trabalhadora e submetida às angústias do cotidiano como qualquer um; nunca é uma pessoa que sofre as limitações costumeiras da falta de dinheiro, do tédio da monotonia da vida e coisas assim”, observa.
Segundo Thiago, o papel do Don Juan é excêntrico e exótico, pois esse personagem é de fato aquele com que as mocinhas sonham. O pesquisador esclarece que a pseudo-impressão que se tem a respeito da figura do Don Juan contemporâneo, é que, assim como é bem sucedido(a) nas conquistas amorosas, também deve sê-lo em relação aos demais aspectos de sua vida.
“Apesar de essas pessoas dominarem muito bem a arte da conquista do sexo oposto, elas não costumam ter a mesma habilidade em outras áreas da atividade humana; ocupacional, empresarial, estudantil ou mesmo familiar”, revela.
O psicólogo evidencia que a trajetória da vida de uma pessoa que sofre da síndrome de Don Juan nem sempre resulta num final satisfatório. Ele explica que as pessoas com esse perfil de personalidade acabam por não se fixar em nenhuma companhia mais seriamente. Thiago lembra que, pelo fato de essas pessoas não constituírem família, acabam se aborrecendo quando constatam que não têm mais facilidade para conquistar pessoas de idade muito inferior à sua.
“O que acontece é que muitas vezes acabam ridicularizados por essas tentativas totalmente fora do contexto. Além disso, podem atravessar períodos de grande angústia na maturidade, quando se dão conta de que todos seus amigos estão casados, têm família e eles já não podem desfrutar de tantas companhias do sexo oposto como antes”, conclui o pesquisador.
Autor: Agência Unipress Internacional/Nilbe Shlishia
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Profissões com maior número de psicopatas!
Psicopata
Na Classificação Internacional de Doenças, este transtorno é chamado de Transtorno de Personalidade Dissocial (Código: F60.2).[1]
Matéria da revista super interessante do mês de fevereiro!
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Análise sobre reportagem do serial killer Michael Myers
Análise sobre reportagem sobre o serial killer Michael Myers da série de filmes Halloween que está na Revista Mundo Estranho: Guia curioso dos vilões do cinema e da tv. Editora Abril.
Para essa análise é necessário ter assistido "Halloween - O Início" (2007).
Assisti há algum tempo, e não re-vi para escrever.
Erros:
-Origem.
Michael não assassinou só a irmã mais velha , mas também o namorado dela e o padrasto. O crime não chocou seus pais, chocou sua mãe, não se fala do pai de Michael. Quando Michael escapa ele não volta pra terminar o que começou e matar sua outra irmã. Mesmo porque no dia em que cometeu os primeiros assassinatos ela foi a única que estava em casa que ele poupou. E quando a reencontra ele mostra uma foto familiar que guardou. Ela assustada o agride (acho que dá um tiro nele) e então, a partir daí ele quer matá-la.
-Motivação.
Como assim não sabe porque Michael virou assassino? Ele se encaixa em todos requisitos de situações infantis, que assim como outros seriais killers também passaram. Michael foi maltratado pelo padrasto, pela irmã mais velha e pelo namorado dela, era xingado por eles e sofria drástico bullying na escola, também presenciou fortes cenas sexuais como da irmã com o namorado, incluindo o fato de que sua mãe era dançarina de casa noturna. Creio serem motivações que o levaram a isso, pois todos esses foram os que Michael assassinou, incluindo colega da escola que o maltratava. E essa frase errônea: "talvez seu plano fosse exterminar a família toda", na noite após os assassinatos ele leva a irmã caçula para fora e espera sua mãe, então não era esse o plano. Então, matar Laurie nem sempre foi seu foco principal.
Concluindo, Michael passou por coisas difíceis e se vingou daqueles que o maltratavam, inclusive uma enfermeira do manicômio que também o maltratou e quando Laurie o agride passa a querer matá-la. Não esquecendo de sua reclusão solitária em um manicômio onde passou 15 anos de sua vida e provavelmente pode ter enlouquecido. Na minha visão, Michael nasceu com uma pré-disposição e o ambiente reforçou. O que o tornou posteriormente em um serial killer.
Filme inteiro aqui: http://www.youtube.com/watch?v=EfW54V_2avQ
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sábado, 4 de junho de 2011
Existe prazer em matar?

Figura retirada do site: tirasdoetcetera.blogspot.com
Reportagem transposta da revista psique ed. 56 - 2010
Texto comprido mas muito bom...
Por Cláudia Maria França Pádua
O ser humano é agressivo e a agressividade é a conduta essencial à sobrevivência: seja para caçar, disputar parceiros sexuais ou para sobrepujar outros na conquista de bens escassos. Além disso, no caso do ser humano, a agressividade está relacionada com as atividades de pensamento, imaginação e ação verba/não verbal.
Consequentemente, alguém "muito bonzinho" poderá ter fantasias destrutivas ou até mesmo sua agressividade poderá se manifestar pela sua ironia, tornando-se irreconhecível perante as pessoas com quem convive. A educação e o meio social buscam o controle dessa agressividade. Assim, desde criança o ser humano aprende a reprimi-la e a não expressá-la de modo descontrolado e descontínuo, ao mesmo tempo em que a cultura cria condições de levar esses mesmos impulsos para as artes, esportes etc.
Para a Psicanálise, a agressividade é constitutiva do ser humano, é a ruptura do pacto social na própria sociedade, é a perfeita anomia representada pelo sujeito. E esse rompimento social pode implicar do ponto de vista inconsciente, a ruptura com o pacto edípico, desencadeando comportamentos delinquentes. Esse esvaziamento do real valor simbólico da lei, introjetada por Freud, é o verdadeiro sentido psicanalítico desta ausência de regras. Freud, como psicanalista, construiu sua teoria permeando nas evidências da constituição do sujeito a implicação da relação com o outro.
Essa função controladora ocorre no processo de socialização, no qual se espera que, a partir de vínculos significativos que o indivíduo estabelece com os outros, ele passe a internalizar os controles. Aí deixa de ser necessário o controle externo, porque o controle interno já se encontra dentro do indivíduo. Em todos os grupos sociais há mecanismos de controle e/ou punição dos comportamentos agressivos que não são valorizados pelo próprio grupo. E a sociedade também apresenta seus mecanismos, que se apresentam nas leis.
Visão Freudiana
Um dos princípios que rege o funcionamento mental é o prazer: a atividade psíquica no seu conjunto tem por objetivo evitar o desprazer e proporcionar o prazer.
Sigmund Freud considera o complexo da violência como algo decorrente de possuir o homem um instinto natural agressivo. Ao se aplicar a teoria freudiana à criminalidade, há indicações de um conflito entre o superego, id e ego, favorecendo o surgimento de um egoísmo ilimitado, um forte impulso destruidor, uma ausência total de amor e uma falta de avaliação emocional dos seres humanos vistos como objetos, com um sentimento de culpabilidade que se busca sufocar por vários tipos de racionalização.
Freud explorou o conceito de que existe um conflito dentro das pessoas. O conflito seria de um instinto animal, recusado pela sociedade, causando então uma resistência do sujeito ao instinto. O sujeito reprime o instinto para o inconsciente e procura substituí-lo por outros métodos de compensação. Em sua teoria, Freud identifica vários métodos de compensação.
A pulsão tem por objetivo a satisfação plena. Quando a pulsão surge, ela tende coercitivamente para a realização do objeto focado. Para Freud, a pulsão é a transformação operada no par de opostos: sadismo e masoquismo (GARCIA-ROZA, 1988, p.128).
O sadismo consiste no exercício da violência ou poder sobre outra pessoa como objeto. Esse objeto é substituído pelo próprio eu do indivíduo (mudança de objetivo: ativo para passivo, e de objeto: do outro eu para o próprio eu). No masoquismo, um outro sujeito é procurado como objeto para exercer o papel de agente da violência.
Segundo Freud, o amor não admite um, mas três opostos, que são:
Amar/Odiar.
Amar/Ser amado.
Amar/Odiar - Indiferença.
Os matadores têm consciência de que se trata de um delito, mas a busca do prazer os impulsiona cada vez mais para cometer atos homicidas. É o desejo de matar que impulsiona a ação e a realização do ato.
Após o crime, há uma sensação de alívio e prazer. Prazer que assume diversas formas: alívio de um estado tensional, no qual a tensão se estabelece pela incerteza quanto à concretização do ato, e que se exaure após a morte da vítima. Prazer de abater a caça, eventualmente associado ao da exibição posterior de algum troféu ou fetiche, representado por um pertence ou parte do corpo da vítima. Prazer derivado da sensação de poder por abater a caça ou o adversário, mostrando-se mais forte ou mais inteligente do que ele. Prazer de poder manipular livremente o corpo inerte da vítima, com domínio total. Prazer de alcançar o usufruto de tudo aquilo que pertencia à vítima, tomando assim o seu lugar, por direito de conquista. Prazer de posteriormente assistir à reconstituição do próprio crime, ou de assistir às notícias e comentários acerca do delito.



