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quarta-feira, 29 de julho de 2015

PERDAS E LUTOS QUE ENFRENTAMOS AO LONGO DA VIDA

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Fonte:http://psicanaliseblog.com.br/2015/03/02/perdas-e-lutos-que-enfrentamos-ao-longo-da-vida/

A vida é um constante processo de perda e superação. Há diferentes tipos de perdas, mais ou menos intensas. Mais ou menos definitivas. Em todos os casos somos colocados diante da necessidade de viver o luto, enfrentar a ausência e a falta e elaborá-las, para que a vida siga em frente. Ao contrário do que alguns imaginam, mergulhar naquilo que gerou tristeza pode ser uma parte fundamental desse processo. O luto – enquanto trabalho a ser realizado a partir de uma perda – promove um maior nível de integração e amadurecimento da personalidade. Sobre o assunto, vale conferir o texto abaixo, da psicanalista e membro da SBPSP, Sylvia Pupo.
Perdas e lutos que enfrentamos ao longo da vida
Por Sylvia Pupo*
“Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”, diz a última estrofe do samba, sugerindo que devemos ser inabaláveis frente aos tombos que a vida nos dá.
Com admiração, geralmente, são vistas as pessoas que não se abatem ante uma perda, golpe ou obstáculo. São estimuladas a mostrar força e quase ausência de sentimentos. “Bola pra frente!”. Como sinal de força e maturidade são instigadas a esquecer rapidamente o acontecido e prosseguir.
Há tantos tipos e intensidades de perdas e de lutos a fazer. Há lutos por mortes ou separações, pelas próprias expectativas não atingidas, por um filho que cresceu e nos obrigou a nos re-situar como pais; por formar-se e ter que procurar um emprego, pela perda da infância, pelo envelhecimento…Cada fase da vida é acompanhada de mudanças; mudanças que nos desalojam e podem ser sentidas como perdas, demandando um trabalho interno de luto. O que é sentido como perda para um, pode não afetar um outro da mesma maneira.
Desde pequenas separações, até perdas mais definitivas, os lutos a fazer são diários e seus efeitos e possibilidades de elaboração vão depender, dentre outros fatores, da história afetiva dos sujeitos e da qualidade de seus vínculos primeiros. Muitas, entretanto, são necessárias e estruturantes.
Algumas pessoas acabam criando “soluções maníacas” para lidar com uma situação de perda. Desenvolvem uma excitação que substitui a esperada tristeza. A tal da “volta por cima” pode incluir viagens, festas, gastos, drogas, esportes, comportamentos em excesso que visam ajudar a não pensar ou sentir.
Ao contrário, é necessário “dar a volta por baixo”, poder falar a respeito, sentir, entristecer-se e mergulhar para voltar à tona. Esta é uma etapa fundamental no trabalho de luto, termo sugerido por Freud, em relação ao processo para a elaboração de toda perda. O reconhecimento de uma perda é um passo fundamental para a sua aceitação.
O processo de luto é uma etapa natural e necessária, que quando terminado vai promover um maior nível de integração e amadurecimento da personalidade. Aqueles que puderem contar com acompanhamento psicoterápico podem se beneficiar muito disto, principalmente nestes momentos
É importante distinguirmos um luto “normal”, esperado, de um luto patológico, de duração prolongada, onde há transformação da tristeza em depressão. A tristeza é um estado natural, dentre outros, que se seguem a uma perda.
Numa sociedade em que a tristeza não pode ser tolerada e deve ser medicalizada há uma demanda de que sejamos sempre felizes e bem sucedidos, o espaço para a fragilidade e para a própria subjetividade é cada vez menor. O ritmo acelerado nos faz também atropelar as emoções e o tempo necessário para cada um finalizar seus processos.
O luto vai na direção oposta. Ele traz consigo uma necessidade temporária de recolhimento, de parada. Promove uma “regressão” como medida de economia psíquica até o momento em que a pessoa em questão possa retomar seu investimento no mundo. É um tempo de convalescença psíquica.
A impossibilidade de uma pessoa vivenciar as fases necessárias de um trabalho de luto, ou mesmo um prolongamento deste período, pode levar a estados cronificados de melancolia, ressentimento e desvitalização.
É importante, que além do trabalho de elaboração individual – com ou sem auxílio de uma psicoterapia – o apoio do grupo social e a utilização de recursos simbólicos e certos rituais presentes na Cultura como um auxílio na elaboração dessas etapas.
*Sylvia Pupo é psicanalista e membro da SBPSP
Bibliografia – Freud, .S. (1817[1915] /1988) “Luto e melancolia in Edição Standard das Obras Completas de Sigmund Freud. Vol. XIV. Rio de Janeiro: Imago.
“Volta por cima” samba de de Noite Ilustrada

sexta-feira, 27 de março de 2015

Revista Mundo Estranho ed.93

O que é transtorno bipolar?

por Victor Bianchin | Edição 93
O transtorno bipolar é uma doença mental em que o paciente alterna estados de euforia e depressão, além de fases de "normalidade" intercaladas. A causa exata é desconhecida, mas os cientistas acreditam que esteja ligada à genética - segundo a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar, 50% dos portadores da doença apresentam pelo menos um familiar afetado. Há dois tipos de transtorno bipolar: o I, que é a doença propriamente dita, e o II, em que os episódios de depressão e hipomania (versão mais leve da mania, como é chamada a fase de euforia) são mais curtos e mais espaçados entre si. O primeiro tipo atinge cerca de 1% da população e fica no 10º lugar entre os transtornos mentais mais comuns (veja tabela abaixo). O segundo tipo atinge cerca de 8% da população. "O tratamento depende da fase e da gravidade e sempre envolve medicamentos, em geral estabilizadores de humor", explica o psiquiatra Eduardo Pondé, professor-adjunto do Instituto de Ciências da Saúde da UFBA. Mas só remédio não basta: é preciso tratamento psicológico para ajudar o paciente a aceitar e controlar a doença.
O império do medo
Conheça o ranking das doenças mentais mais comuns na população
8,3% Fobias simples
Medo irracional de um objeto ou situação específica, como acrofobia (medo de altura)
5,3% Transtorno depressivo unipolar
Estado permanente de tristeza e angústia que pode levar ao suicídio: é a famosa depressão
4,9% Agorafobia
É uma fobia peculiar: medo de ter medo em uma situação nova (geralmente em multidões)
3,6% Estresse pós-traumático
Transtorno de ansiedade causado por algum trauma psicológico vivido no passado
3,4% Transtorno de ansiedade generalizada
Preocupação excessiva e, às vezes, irracional, sobre coisas triviais
2,4% Transtorno obsessivo compulsivo (TOC)
Obsessões e compulsões incontroláveis e repetitivas, como lavar as mãos a toda hora
2,1% Transtorno de personalidade antissocial (ASP)
Pessoas alheias às normas da sociedade e indiferentes aos sentimentos dos outros
2% fobia social
Medo de lidar com outras pessoas e de participar de situações em que se é avaliado, levando a pessoa ao isolamento
1,6% Síndrome do pânico e Distimia
Na síndrome do pânico, o paciente tem a sensação de que algo horrível vai acontecer e tem ataques; a distimia é uma forma mais branda de depressão
1,1% Transtorno bipolar I
Fonte - PESQUISA FEITA NA POPULAÇÃO AMERICANA DE 18 A 54 ANOS PELO NATIONAL INSTITUTE OF MENTAL HEALTH

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Para atendimento ligue (11)969828829.
Andréia Miglioranza Marin

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/o-que-e-transtorno-bipolar