sábado, 22 de agosto de 2015
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Hora Lúdica e a Resistência
Fonte: http://psicologado.com/abordagens/psicanalise/a-resistencia-na-obra-de-freud
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Momento lúdico...
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sábado, 9 de março de 2013
Teste sua capacidade de receber críticas
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domingo, 3 de março de 2013
Véi, na boa... Bom domingo
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sábado, 23 de fevereiro de 2013
Momento lúdico
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Momento lúdico
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Pensamentos
S. Freud.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Canibalismo.

O texto é comprido mas vale a pena, devo dizer que o melhor esta ao final, quando começa pervesão sádica.
Texto retirado da revista Mente & Cérebro, ed. 177, outubro de 2007. E considerações minhas (Andréia Miglioranza Marin) sobre o tema ao final.
| Canibalismo: da cultura à perversão |
| O ato de comer carne humana, praticado por culturas ancestrais e durante alguns períodos de extrema escassez, representa a concretização de fantasias sexuais sádicas que indicam problemas na constituição da identidade |
| por Nahlah Saimeh técnico de informática alemão Armin Weives era um homem comum, parecia pacífico e solitário. Sua vida mudou da água para o vinho depois de um bizarro jantar, que lhe rendeu prisão perpétua cinco anos depois. O prato principal foi o pênis do engenheiro Bernd Juergen Brandes, que, aliás, também degustou a macabra iguaria, antes de ser assassinado, esquartejado, comido paulatinamente nos dias seguintes. A história começara meses antes, quando Weives colocou um anúncio na internet procurando alguém que quisesse ser morto e devorado. Brandes mostrou-se disposto e concordou em ter o membro sexual amputado, flambado e servido antes do suspiro final. Todo o ritual foi filmado. O crime cometido em 2001 só veio à tona no ano seguinte. Durante o inquérito, Weives, que ficou conhecido como o canibal de Rotemburgo, confessou tê-lo cometido com motivações sexuais. Em agosto deste ano outro caso de canibalismo chocou os europeus. Após terem sido avisados por vizinhos, policiais de Viena prenderam Robert A. por ter assassinado e comido partes do corpo (entre elas o cérebro) de Joseph S. Ambos sem-teto, eles viviam juntos num apartamento cedido pelo serviço social do governo austríaco. Casos de canibalismo aparecem no noticiário de tempos em tempos, indicando que o fenômeno é mais freqüente do que ousamos pensar. Quem tiver estômago para pesquisar na internet vai encontrar instruções detalhadas de desmembramento do corpo humano, sempre associadas a conteúdos de temática sexual, que mais parecem guias para o abate de animais. Afinal, como explicar esse fenômeno que à maioria de nós é tão repugnante? A disseminação do cristianismo no Ocidente e do islamismo no Oriente foram duas importantes forças repressoras dos rituais canibais, de modo que, quando o fenômeno volta a ocorrer, ainda que esporadicamente, nos dias de hoje, está sempre associado a indivíduos de alguma forma deslocados na sociedade, quase sempre portadores de transtornos psíquicos. Trata-se do canibalismo patológico. O risco de um esquizofrênico sem tratamento adequado cometer um crime de morte é bem maior que o de uma pessoa saudável. Durante a fase aguda de surto, muitos pacientes são tomados pela sensação de “dissolver-se”. Nesse caso, o ato canibal pode ser a última tentativa desesperada de ter de volta o próprio corpo. Assolado por alucinações paranóides, o indivíduo se sente perseguido, ameaçado por forças que o fazem se sentir predestinado ou alçado a uma condição superior. As vozes imaginárias podem sugerir, por exemplo, que a ingestão de carne humana o tornará imortal ou libertará o mundo das forças do mal. Esse foi precisamente o caso de Paul Reisinger, que assassinou seis mulheres entre 1779 e 1786 na Áustria. Ele estava convencido de que comendo o coração ainda palpitante das jovens obtinha sorte no jogo e podia se tornar invisível. É preciso deixar claro, no entanto, que os atos de canibalismo são exceções entre os delitos violentos praticados por esquizofrênicos durante episódios de psicose aguda. Sempre que esses crimes estiveram associados a transtornos psíquicos, e foram devidamente julgados, os réus foram considerados criminalmente inimputáveis e encaminhados para clínicas psiquiátricas, onde ficaram sob a custódia da Justiça. Embora raros, os casos de canibalismo patológico costumam estar associados a transtornos graves de personalidade e perversão de natureza sádica. PERVERSÃO SÁDICA A antropofagia é um componente habitual das relações afetivas e sexuais. Os atos de beijar, morder e chupar fazem parte do repertório das carícias trocadas entre pais e filhos e entre casais; expressam proximidade emocional e desejo de ter o outro, simbolicamente, “dentro de si”. Esse desejo erótico de incorporar a pessoa amada transparece quando se diz que alguém é “gostoso” ou quer “comer” o outro. A fantasia de devorar ou ser devorado também está presente em diversas fábulas e brincadeiras de crianças e adultos. Quando o canibalismo se converte em crime sexual, no entanto, raiva e agressividade são dois componentes quase sempre presentes. Depois de deglutir o amante, Armin Weives disse que seu ato tinha sido “como um casamento, algo que o alçou a uma condição sobrenatural... Eu tinha a esperança de que ele se tornasse parte de mim”. Enquanto o matava e o esquartejava, desfrutou um estado eufórico que combinava ódio e alegria. Outro canibal famoso, o japonês Issei Sagawa, que comeu sua professora de alemão em 1981, deixou um registro escrito da cena: “Corto seu corpo e levo a carne à boca inúmeras vezes. Então fotografo seu cadáver branco com ferimentos profundos. Faço sexo com seu corpo. Quando a abraço, ela emite um sopro, me assusto, ela parece viva. Eu a beijo e digo que a amo. Então, arrasto seu corpo para o banheiro. A essa altura estou exausto, mas corto sua anca e coloco a carne em uma assadeira. Depois de cozida, sento-me à mesa usando suas roupas de baixo como guardanapo. Elas ainda têm o cheiro de seu corpo”. Crimes como os de Sagawa e de Weives representam o ponto final de uma evolução perversa sexualmente sádica. Para compreender o fenômeno, é interessante analisar como surge a perversão sexual, que não contém necessariamente o elemento sádico. O psiquiatra e psicanalista Robert J. Stoller (1924-1991), da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em Los Angeles, reconheceu nessa modalidade de canibalismo uma forma de ódio erótico cujas raízes estão no desenvolvimento, na infância, da identidade masculina: o bebê se sente fundido à mãe, seu corpo e seu psiquismo não existem separados da pessoa que lhe serve de referência no mundo. Com base na teoria da psicanalista Melanie Klein é possível pensar que, no decorrer do processo de individuação, o garoto se reconhece como possuidor de um corpo próprio, de homem, não de mulher. Então lutará constantemente contra uma nova fusão com a mãe que, no desenvolvimento de sua identidade masculina, pode se converter temporariamente em uma “mãe má”. |
| No ritual canibal perverso esse elemento do “mal” se projeta no objeto a ser destruído. Por outro lado, a assimilação da carne serve para restabelecer a ligação simbiótica original. Segundo Stoller, o cerne da perversão é a raiva e o ódio, provavelmente resultantes de frustrações vividas na infância no tocante à sexualidade. Doenças e humilhações, e o sofrimento a elas inerente, são renegados ou convertidos no próprio triunfo. O psiquiatra e psicanalista alemão Eberhard Schorsch (1935-1991) analisou outros aspectos da perversão sexual. Segundo ele, as fases da perversão se dividem em quatro. Na primeira, fantasias sexuais desviantes já se mostram intensas, mas só emergem esporadicamente. Na segunda, aparecem com regularidade, como penosos conflitos. Na terceira etapa a sexualidade quase não pode ser vivenciada sem essas fantasias e os desencadeadores da crise não são mais debelados. Neste ponto, o processo se torna irreversível. Finalmente, na última fase, as fantasias sexuais desviantes transformam-se em novos rituais e passam a ocupar espaço cada vez maior. A encenação perversa serve-se principalmente da exploração do medo e da tensão. Com isso o indivíduo se vê aliviado das agressões e consegue levar uma vida discreta, sem levantar suspeitas. Seus pensamentos e sentimentos, porém, denunciam uma identidade masculina fragilizada e se ocupam basicamente com delírios de potência e poder, busca de proximidade e calor, defesa contra diversos medos, entre eles o de ser abandonado ou “engolido” por uma mulher. A obsessão sexual também é uma forma de repelir essas aflições. Em geral, as pessoas com sintomas perversos não chegam a ter uma sexualidade saudável, já que toda sua intimidade está impregnada pelo medo. |
| Já o sádico experimenta satisfação na total dominação do objeto sexual. Por meio do aviltamento e do suplício ele consegue a submissão absoluta da vítima, o que o desloca para uma posição equivalente à divina. Há também demonstrações de raiva e ódio, por meio das quais o outro é “despersonalizado”. Quase sempre essa encenação assume contornos violentos e obedece a regras estritas. |
domingo, 3 de julho de 2011
JEITO PSICÓLOGO DE SER!
Psicólogo não Adoece, Somatiza
Psicólogo não Transa, Libera a Libido
Psicólogo não Estuda, Sublima
Psicólogo não dá Vexame, Surta
Psicólogo não Fofoca, Transfere
Psicólogo não tem Idéia, Tem Insight
Psicólogo não resolve Problemas, fecha Gestalts
Psicólogo não se Engana, tem Ato Falho
Psicólogo não muda de Interesse, Altera Figura Fundo
Psicólogo não Fala, Verbaliza
Psicólogo não Conversa, Pontua
Psicólogo não Responde, Devolve a Pergunta
Psicólogo não Desabafa, Tem Catarse
Psicólogo não pensa Nisso, Respira Nisso
Psicólogo não é Indiscreto, é Espontâneo
Psicólogo não é Gente, é um Estado de Espírito
AUTORIA DESCONHECIDA.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
Existe prazer em matar?

Figura retirada do site: tirasdoetcetera.blogspot.com
Reportagem transposta da revista psique ed. 56 - 2010
Texto comprido mas muito bom...
Por Cláudia Maria França Pádua
O ser humano é agressivo e a agressividade é a conduta essencial à sobrevivência: seja para caçar, disputar parceiros sexuais ou para sobrepujar outros na conquista de bens escassos. Além disso, no caso do ser humano, a agressividade está relacionada com as atividades de pensamento, imaginação e ação verba/não verbal.
Consequentemente, alguém "muito bonzinho" poderá ter fantasias destrutivas ou até mesmo sua agressividade poderá se manifestar pela sua ironia, tornando-se irreconhecível perante as pessoas com quem convive. A educação e o meio social buscam o controle dessa agressividade. Assim, desde criança o ser humano aprende a reprimi-la e a não expressá-la de modo descontrolado e descontínuo, ao mesmo tempo em que a cultura cria condições de levar esses mesmos impulsos para as artes, esportes etc.
Para a Psicanálise, a agressividade é constitutiva do ser humano, é a ruptura do pacto social na própria sociedade, é a perfeita anomia representada pelo sujeito. E esse rompimento social pode implicar do ponto de vista inconsciente, a ruptura com o pacto edípico, desencadeando comportamentos delinquentes. Esse esvaziamento do real valor simbólico da lei, introjetada por Freud, é o verdadeiro sentido psicanalítico desta ausência de regras. Freud, como psicanalista, construiu sua teoria permeando nas evidências da constituição do sujeito a implicação da relação com o outro.
Essa função controladora ocorre no processo de socialização, no qual se espera que, a partir de vínculos significativos que o indivíduo estabelece com os outros, ele passe a internalizar os controles. Aí deixa de ser necessário o controle externo, porque o controle interno já se encontra dentro do indivíduo. Em todos os grupos sociais há mecanismos de controle e/ou punição dos comportamentos agressivos que não são valorizados pelo próprio grupo. E a sociedade também apresenta seus mecanismos, que se apresentam nas leis.
Visão Freudiana
Um dos princípios que rege o funcionamento mental é o prazer: a atividade psíquica no seu conjunto tem por objetivo evitar o desprazer e proporcionar o prazer.
Sigmund Freud considera o complexo da violência como algo decorrente de possuir o homem um instinto natural agressivo. Ao se aplicar a teoria freudiana à criminalidade, há indicações de um conflito entre o superego, id e ego, favorecendo o surgimento de um egoísmo ilimitado, um forte impulso destruidor, uma ausência total de amor e uma falta de avaliação emocional dos seres humanos vistos como objetos, com um sentimento de culpabilidade que se busca sufocar por vários tipos de racionalização.
Freud explorou o conceito de que existe um conflito dentro das pessoas. O conflito seria de um instinto animal, recusado pela sociedade, causando então uma resistência do sujeito ao instinto. O sujeito reprime o instinto para o inconsciente e procura substituí-lo por outros métodos de compensação. Em sua teoria, Freud identifica vários métodos de compensação.
A pulsão tem por objetivo a satisfação plena. Quando a pulsão surge, ela tende coercitivamente para a realização do objeto focado. Para Freud, a pulsão é a transformação operada no par de opostos: sadismo e masoquismo (GARCIA-ROZA, 1988, p.128).
O sadismo consiste no exercício da violência ou poder sobre outra pessoa como objeto. Esse objeto é substituído pelo próprio eu do indivíduo (mudança de objetivo: ativo para passivo, e de objeto: do outro eu para o próprio eu). No masoquismo, um outro sujeito é procurado como objeto para exercer o papel de agente da violência.
Segundo Freud, o amor não admite um, mas três opostos, que são:
Amar/Odiar.
Amar/Ser amado.
Amar/Odiar - Indiferença.
Os matadores têm consciência de que se trata de um delito, mas a busca do prazer os impulsiona cada vez mais para cometer atos homicidas. É o desejo de matar que impulsiona a ação e a realização do ato.
Após o crime, há uma sensação de alívio e prazer. Prazer que assume diversas formas: alívio de um estado tensional, no qual a tensão se estabelece pela incerteza quanto à concretização do ato, e que se exaure após a morte da vítima. Prazer de abater a caça, eventualmente associado ao da exibição posterior de algum troféu ou fetiche, representado por um pertence ou parte do corpo da vítima. Prazer derivado da sensação de poder por abater a caça ou o adversário, mostrando-se mais forte ou mais inteligente do que ele. Prazer de poder manipular livremente o corpo inerte da vítima, com domínio total. Prazer de alcançar o usufruto de tudo aquilo que pertencia à vítima, tomando assim o seu lugar, por direito de conquista. Prazer de posteriormente assistir à reconstituição do próprio crime, ou de assistir às notícias e comentários acerca do delito.
















